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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 05.12.17

1 – A loja do RIOetc:

Ei, você! Já deu um pulo lá no Largo dos Leões, no Humaitá, pra conhecer o novo espaço lindo do nosso RIOetc? A loja/ponto de encontro tá recheado de novas marcas com propósito, todas elas #FeitoNoBrasil: Apê, Aro Swimwear, Catarina Mina, D.uas, Erikaz, Estúdio Ripa, Helena Pontes, Huge, Insecta Shoes, Knoty Knots, Nuni, Poch, Tissa Berwanger, Vagalume, Wasabi e Zerezes. Completando o time, com uma ambientação tropicalíssima, capitaneada pela Cíntia e o Pedro, da ArteDesenho, tem o Ateliê Muda, com seu verde inspirador, e o Studio Travellero, com seus vasos pintados e um painel coloridão que ocupa o centro da loja. Em breve, novas marcas se juntarão ao time. A loja vai estar em constante mudança, sempre com a proposta de dar voz a essa nova turma talentosa da Moda, Arte e Design brasileiros. Nesse natal, procure prestigiar nossos criadores. Compre de quem emprega e produz no Brasil de forma justa. <3

RIOetc, a loja, vai funcionar todos os dias até o Natal. Durante a semana, das 10h às 21h, e aos sábados e domingos, das 10h às 17h.  Endereço: Largo dos Leões, 81 C, Humaitá – Rio.

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2 – Festival Internacional de Cinema Feminino:

Na próxima semana, de 13 a 18 de dezembro, o CCBB Rio apresenta a décima segunda edição do Femina: Festival Internacional de Cinema Feminino. Esse ano, a homenageada será a atriz Laura Cardoso, que completou 75 anos de carreira em 2017. A seleção conta com filmes dirigidos por mulheres ou que tenham como temática o feminismo e a igualdade de gênero. São 61 produções de 17 países. A entrada é franca, com senhas distribuídas 1 hora antes de cada sessão. Em breve, a programação deve ser divulgada. Fica de olho na página do CCBB Rio: https://www.facebook.com/ccbb.rj/

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3 – Elle Brasil de dezembro – uma celebração da Moda e da Arte:

A Elle Brasil vem realizando um trabalho maravilhoso, abordando pautas atuais, de maneira inteligente, em sintonia com a Nova Era em que vivemos: diversidade, autoaceitação, colaboração e feminismo são apenas algumas delas. Pra nós, tratam-se de assuntos essenciais, né? Mas por incrível que pareça, nem todas as grandes publicações do mercado costumam abordá-los nos dias de hoje. Ou então, quando abordados, o resultado costuma ser raso e a impressão que fica é a de que querem surfar na onda.

E, de verdade, podemos dizer que há um bom tempo a gente não via um trabalho tão impactante em uma publicação do gênero quanto o da Elle Brasil. No mês de dezembro, a revista de Moda celebra, também, o papel da Arte, desde sempre ferramenta de reflexão, diálogo e transformação do meio em que vivemos, mas que, infelizmente, no Brasil de hoje, vem sendo criminalizada e menosprezada por uma gente que se julga detentora do saber, dos valores, da moral e dos bons costumes. Essa reflexão está em total sintonia com o Desbunde 4.0, um dos macrotemas abordados por nós na última edição do Criável.

As cinco capas icônicas de dezembro, dignas de colecionador, estampam figuras centrais da nossa cultura, protagonizando releituras de obras clássicas: “Sonia Braga, uma das maiores atrizes do mundo, encarna a Mona Lisa, de Da Vinci, a obra de arte mais reconhecida do planeta. Duas observadoras de tudo, atentas e sensíveis às sutilezas da vida. O casal de atores Taís Araújo e Lázaro Ramos refaz O Beijo, de Klimt, uma ode ao poder transformador do amor. A modelo Lea T refaz O Nascimento da Vênus, de Botticelli, nos fazendo repensar a amplitude do feminino. José Celso Martinez Corrêa, grande alquimista do teatro brasileiro, recria uma imagem do conjunto O Grito, de Munch, transformando o medo em exaltação da alegria. Por fim, Caetano Veloso se conecta com a série Joiners, de David Hockney. Dois multiartistas consagrados que investigam a riqueza do movimento e o processo de construção de perspectivas.” – Vivian Whiteman

Olha só:

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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 22.11.17

1 – Greenwashing na Moda. O Modefica listou 5 maneiras pra não cair em propaganda enganosa:

Nos últimos anos, a sustentabilidade tem sido um assunto recorrente na Moda. Com os consumidores cada vez mais conscientes de suas escolhas, muitas marcas têm corrido pra se adequar a novos modelos de produção e consumo. Marcas de fast fashion têm realizado algumas ações pontuais, mas há quem critique bastante, entendendo que nesse tipo de indústria, de produção em massa, é praticamente impossível ser sustentável. Há quem diga, também, que não se pode ser 100% sustentável, mas um passo adiante já é alguma coisa. A maior parte das marcas da Nova Era já nasce com o discurso da sustentabilidade em pauta. Marcas ecofriendly, marcas veganas, compre-um-doe-outro, upcycling… São inúmeros os discursos. Mas até que ponto é verdade ou apenas oportunismo? Quando se trata de oportunismo, utiliza-se o termo greenwashing: “ação que empresas realizam para “maquiar” os seus produtos e tentar passar a ideia de que eles são ecoeficientes, ambientalmente corretos, provêm de processos sustentáveis, entre outros”. Por incrível que pareça, tem muita gente se aproveitando dessa onda. Mas e aí, como não se deixar levar por uma propaganda enganosa? O Modefica listou 5 maneiras pra não cair nessa. Clica aqui pra ler.

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.2 – Do lixo ao luxo:

A BISS é uma marca de acessórios espanhola com estética totalmente inspirada em peças ordinárias, dessas que se pode encontrar no lixo ou no chão da rua. Sacos de lixo de couro, tachinhas de mural, clipes de papel, moedas de 1 centavo, lacres de latinha de refrigerante. A inspiração vem toda daí com linguagem cool e atual. Crítica ao consumo? Um grande deboche? A gente já vem falando dessa onda por aqui, cuja maior inspiradora é a Vetements. Sente só! ;)

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.3 – Que tal jogar tênis em uma igreja do século XVI?

O artista americano Asad Raza subverte espaços, experiências e interações humanas. Em seu mais recente trabalho intitulado Untitled (plot for dialogue), ele recriou uma quadra de tênis dentro de uma igreja renascentista italiana, em Milão. A junção é improvável, mas linda! E os visitantes ali presentes não são meros expectadores! É possível interagir com a obra jogando uma partida de tênis com o auxílio de um treinador.
A igreja de San Paolo Converso foi desconsagrada por um decreto napoleônico no século XIX, mas sua arquitetura foi conservada, e atualmente, o local abriga um estúdio de arquitetura que sede o espaço para exposições e instalações de arte que dialoguem com história e a função simbólica do lugar. Se estiver por Milão, não perde essa experiência.

Isso tudo nos lembra o Kaos Temple (La Iglesia Skate), igreja abandonada na Espanha, que virou pista de skate e foi inteiramente grafitada pelo artista Okuda San Miguel. Quem aí lembra? ;)

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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 26.09.17

1 – A volta da Fiorucci:

A icônica marca italiana está de volta, sob nova direção, com linguagem atual e pra lá de cool. A Fiorucci trouxe o clima da swingging London pras ruas de Milão no final dos anos 60. Fundada por Elio Fiorucci, a marca foi sinônimo de irreverência, sexappeal e ousadia, alcançando seu auge na década de 80. Sua volta ilustra perfeitamente a onda de resgate de marcas do passado que por algum motivo, ao longo de sua história, acabaram se tornando kitsch ou populares demais, caindo em total declínio e esquecimento. A história começou em 2016, quando a Vetements colocou na passarela da Alta Costura de Paris marcas como Juicy Couture e Champion. Um pouco antes, a gente viu a Fila e a Kappa se tornarem cool novamente com a história do athleisure e das logos em evidência. Sim, as logos de marcas old school (não necessariamente de Moda) estampando bonés e camisetas da galera mais jovem e urbana continua muito forte. Lembra da turma fazendo upcycling com as sacolas da Ikea? Quanto mais tosco, mais cult. ;) E, olha, não vai demorar muito pra gente ver uma galera desfilando por aí o icônico casal de anjinhos da Fiorucci. Nessa onda de resgate, a gente amaria muito ver por aqui a volta de marcas como a Company e a Gang. Seria o máximo!

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2 – Beta, a robô feminista:

Uma robô feminista que ajuda mulheres a lutarem pelos seus direitos. Sim, ela existe e é brasileira. Seu nome é Beta. :) Através do Facebook Messenger, a Beta mobiliza internautas sobre pautas relacionadas aos direitos da mulheres e responde diversas perguntas relacionadas ao feminismo. Basta acessar a página da Beta e mandar um alô no inbox. Prontamente você será respondid@ por ela. Seguindo parâmetros pré-programados, a robô vai te informar sobre assuntos que estão em pauta na luta feminista, eventos e projetos de lei pra que você possa participar ativamente de campanhas. A ideia maravilhosa partiu do Nossas, laboratório de ativismo digital formado por programadoras mulheres.

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3 – O melhor curriculum que você vai ver hoje:

Quem foi que disse que estética de curriculum precisa ser aquela coisa sem graça escrita em Times New Roman? Em se tratando de profissões criativas, legal mesmo é poder fazer diferente. Se houvesse um concurso de curriculums originais, o prêmio, certamente, iria pro designer galês Andy Morris. Aficionado por Lego, ele montou várias miniaturas de si mesmo e bolou embalagens geniais com o conteúdo de seu curriculum pra distribuir por agências de Design e Publicidade na esperança de conseguir um novo emprego. Se ele conseguiu a vaga ou não, a gente não sabe, mas que ele é muito criativo, isso ele é. ;)

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