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Bureau + aLagarta: a explosão em cores de Júlia Brümmer por aLagarta . | Rio de Janeiro, 07.06.17

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O contato com Júlia Brümmer se iniciou, como muitos outros, por e-mail. Ela enviou seu trabalho pra gente e o que poderia ser apenas uma troca simples de mensagens virou algo muito mais rico: uma troca de ideias. Eu, completamente digital; Júlia, completamente analógica. Duas fotógrafas e um diálogo fervoroso e cheio de paixão pela arte.

Como muitas meninas de 20 e poucos anos, Júlia é plural: além de fotógrafa, é designer de moda. Uma artista em essência. Pessoalmente, fiquei encantada com a composição e a coloração de suas fotografias, e quis saber mais sobre a garota de Joinville que imprime seus sonhos e ideias em filme. Confira a seguir a entrevista.

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O que despertou seu amor pela fotografia?

Cheguei na fotografia num momento em que sentia a necessidade de mudar, pelo menos em alguma coisa, a forma como a comunicação de imagem em moda era e ainda é feita. Na época, isso também foi uma forma de me distrair um pouco de problemas psiquiátricos complicados pelos quais passei – deu vazão pro que tinha na minha cabeça. Comecei com o digital e achava legal fazer aquilo, mas só me realizei e de fato encontrei o meu amor por foto quando mergulhei de cabeça no analógico. É isso o que eu sei fazer.

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13909318_554364778097036_8177398264425880734_oQuais os desafios e as delícias de se trabalhar, nos dias de hoje, com a fotografia analógica?

Bom, os desafios giram em torno, principalmente, de recursos e da forma como a economia e os impostos funcionam no Brasil. Após o boom da fotografia digital, o analógico começou a encolher e a ficar, digamos, mais próximo das localidades das fábricas e dos grandes centros mundiais onde se sabia que ainda tinha gente que ia usar aquele tipo de mídia. Isso, até o momento, ainda atrapalha um pouco quem mora no Brasil e fotografa com filme. Nós não temos à nossa disposição uma loja em cada cidade com todos os tipos de filmes e químicos pra se fazer os processos de revelação. Isso ainda é algo caro e difícil de se encontrar por aqui, então precisamos comprar alguns materiais fora do país – e isso implica em impostos e taxas meio altas. Porém, com as notícias de que as grandes marcas estão anunciando a volta de filmes lendários em circulação, com a demanda que aumentou por causa de movimentos como a lomografia, com profissionais voltando a utilizar película e com uma nova geração que anseia por testar coisas novas, há todos os indícios de que isso vai começar a mudar.

O que passa por cima disso tudo é, literalmente, a delícia mesmo que é trabalhar com esse setor da fotografia. Vai desde admirar o design de cada embalagem de filme até revelar rolo por rolo de uma forma diferente, com complexos químicos únicos e ver as fotos finais com uma lupa. Mas o que eu gosto mesmo no analógico é poder dispor da tecnologia, algo que eu adoro, pra poder transferir as fotos que estão na matéria pro plano computadorizado, e assim poder compartilhar com o mundo todo.

É importante lembrar que trabalhar com filme não é só sobre obter um resultado final diferenciado, é principalmente sobre poder sentir o processo de fazer algo alternativo ao convencional.

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Você tem como foco o retrato do feminino, mas representado dentro de realidades paralelas, em situações lúdicas – muitas parecem saídas de um sonho. Como é seu processo criativo na hora de idealizar e realizar um shooting?

Meu processo criativo é um enorme caos porque eu penso demais. Enquanto estou olhando referências ou escrevendo algo pra determinado projeto e de repente olho pela janela e vejo algo ou falo com alguém, ou como alguma coisa diferente e isso já me dá inspiração, aí tudo começa a se transformar num enorme vórtex que me engole toda vez. É como minha destruição e minha salvação ao mesmo tempo.Minha afinidade com o planisfério dos sonhos é algo que carrego desde a infância e reflito em todo e qualquer tipo de expressão ou registro que eu faça. Pra mim é interessante o quanto isso é literal no ponto em que de fato externa os nossos sonhos e pesadelos pras nossas criações. Todo esse apanhado de referências, dentro do meu contexto de pesquisa e trabalho, é chamado de fantasismo, em menção à arte fantástica, que é um subgênero da arte que basicamente abraça toda forma de representação criativa que burle os limites da realidade. Mas depois de conseguir sobreviver a toda essa avalanche de informações a todo segundo eu geralmente escrevo palavras-chave do que representa o editorial e desenho as situações que eu estou arquitetando. Pra mim, fazer as coisas manualmente num contexto geral ajuda a ter outra perspectiva do trabalho final e grava as informações de forma mais eficaz. Aí, vou até a minha geladeira e consulto os filmes que melhor se encaixam no que quero propor naquele momento, vejo quais filtros de lente vou usar e então faço a parte técnica, de contato com as/os modelos e assim por diante. Gosto de bater papo enquanto fotografo porque acho que tudo flui melhor e há um outro tipo de interação que tanto me aproxima de quem eu fotografo, quanto estabelece um profissionalismo que mantém a calma e prioriza a pessoa e não só o resultado final. Eu e meus modelos sempre damos bastante risadas.

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Você trabalha muito brincando com filtros e sobreposições. Conta um pouco sobre o processo dentro do laboratório pra chegar ao resultado final. Quando você sabe que uma imagem está pronta?

Eu sei que minha foto está pronta quando ela é executada como eu quero, e isso não significa necessariamente sempre seguir o planejamento no que diz respeito ao registro. Às vezes eu quero fazer algo de determinada forma e sei lá, aparece um passarinho do nada e pousa bem no meio da minha composição. Aí eu clico o passarinho, pois mesmo que eu não use essa foto no trabalho eu guardo pra mim, já que eu fiz como eu queria. Porém, dentro do darkroom eu mantenho mais racionalidade, deixo um esquema pronto de como a revelação deve ser feita de acordo com o filme escolhido e a fotometria específica feita no editorial/técnica de resultado almejada. Mesmo que eu queira fazer um processo experimental, preciso direcionar as alterações de acordo com o que foi feito em fotometria na câmera. Não posso simplesmente testar qualquer coisa diferente quimicamente em cima de um material orgânico como a película, ou corro o risco de perder o material. A química sempre precisa ter um equilíbrio com a criatividade.

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Como você descreveria seu trabalho?

Uma explosão termonuclear colorida, esquizofrênica e iconoclasta pela qual eu me entrego de corpo e alma, indiscutivelmente.

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Confira mais fotos da Júlia em seu flickr, em sua página no facebook ou no Behance.

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{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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Bureau + aLagarta: um sonho chamado AMETSA por aLagarta . | Rio de Janeiro, 03.05.17

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Nascida da mente de uma menina de 17 anos com vontade de fazer a diferença, a marca de maquiagem AMETSA foi o resultado de sonhos, ideais e questionamentos da adolescente paulistana Isabelle Gantus. Na falta de opções no mercado e em busca de produtos de beleza com qualidade e preço acessível, Belle, apoiada pela família, colocou a mão na massa e tomou frente de seu próprio negócio.

“A marca agrega amor e até um pouquinho de mágica em todos os produtos, sempre com a preocupação e foco no consumidor, composto por uma geração cada mais mais moderna, consciente e engajada.”  conta no site oficial. A AMETSA começou com foco nos batons. Os sólidos possuem vitamina E e Aloe Vera e os líquidos são de longa duração, com acabamento pra todos os gostos: cremoso ou matte acetinado. Mas o detalhe mais especial é que, além de sem fragrância, todos são cruelty free. Um outro diferencial super bacana é que a empresa também aceita pagamento em Bitcoins!

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Belle já planeja a expansão na linha de produtos já pra esse ano, que contará com sombras, lápis para olhos e para contorno de boca, iluminadores, blushes, pós compactos, corretivos e bases oil free. Nós conversamos com a jovem empreendedora pra conhecer um pouco mais do universo por trás do sonho AMETSA.

Oi, Belle! Conta um pouco sobre você, sua história, suas paixões pessoais.
Sou geminiana, tenho 17 (quase 18) anos e desde sempre fui por arte, desde desenho e pintura e até música. Então não me surpreende que eu hoje trabalhe com maquiagem, que também é uma arte muito complicada por sinal (risos). AMO os animais, tudo que posso fazer para ajudá-los, é uma honra pra mim. E um dos meus outros sonhos é um dia poder abrir um canil para cães e gatos de rua. Por ser uma pessoa muito  tímida, trabalhar com o que eu trabalho hoje em dia me ajuda a quebrar certas barreiras da minha vida – que provavelmente eu não teria quebrado se não tivesse começado esse negócio. Então, tô amando!

Você sempre foi uma menina criativa e apaixonada por maquiagem, ou o interesse despertou mais tarde? Como foi sua infância?
Sempre fui uma pessoa ligada à criatividade, então era de se esperar que a maquiagem fosse entrar na minha vida. Desde criança eu gostava de maquiagem, porém a paixão mesmo começou recentemente.

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A escolha de abrir uma marca de beleza, sendo tão jovem, te surpreendeu? Você se imaginava empreendedora?
Sim! Me surpreendeu e me surpreende mais a cada dia. Foi um grande passo na minha vida. Nunca me imaginei empreendedora nesse ramo, mas a ideia de ter uma coisa minha já me passava pela cabeça desde pequena.

Você disse que AMETSA significa “sonho” em basco, idioma falado na região entre o nordeste da Espanha e o sudoeste da França. Por que a escolha do idioma? 
A escolha do nome da marca veio mais pela palavra do que pelo idioma em si. Dentre as coisas que eu gosto, sou apaixonada por palavras (amo ler). Tenho várias palavras em línguas diferentes que eu acho super sonoras e bonitas, com significados igualmente lindos, AMETSA foi apenas uma dessas palavras.

Qual o conselho que você dá pra outras meninas que desejam empreender, e não somente empreender, mas criar uma marca que faça o bem e pense em sustentabilidade?
Meu conselho é: VAI COM TUDO! Não pensa no que os outros vão falar e não deixe ninguém falar pra vocês que não vai dar certo.

No mundo de hoje a gente precisa de ideias inovadoras, que pensem no planeta como um todo e queiram ajudar e mudar a forma como pensamos. Toda a ajuda possível é necessária e válida.

Outro conselho é sempre fazer o que vocês amam. Não adianta fazer algo só pelo dinheiro, pois o mesmo é consequência de você acordar todos os dias e ficar feliz por fazer o que você faz. Não desistam!

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Acompanhe as novidades da AMETSA no Instagram da marca.

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*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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Bureau + aLagarta: A revolução THINX por aLagarta . | Rio de Janeiro, 11.04.17

Hoje, as marcas que fazem a diferença são, geralmente, as que provocam uma verdadeira revolução no dia a dia das pessoas. Marcas como a THINX, que surgiu para, finalmente (e realmente), facilitar a menstruação. Sem rodeios ou vergonha da palavra (que há tempos atrás era vista como indelicada), e com bastante poesia, a proposta é inédita. Um sopro de ar fresco pra meninas e mulheres do mundo todo!

E se você pudesse menstruar sem precisar usar absorventes que abafam a pele e ainda poluem o meio ambiente? Pois foi o que a THINX pensou, lançando suas “period panties”, as calcinhas que absorvem a mesma quantidade que dois tampões, “e ainda assim, aparentam e passam a sensação de uma calcinha normal”.

São diversos modelos, do estilo hot pant, passando pela basiquinha e tem até com transparência, para “heavy days” ou pra fluxo médio. O segredo está no tecido tecnológico que absorve e também combate bactérias. De acordo com a THINX, você pode usar qualquer uma das calcinhas o dia inteiro, dependendo do seu fluxo, é claro. A comunicação no site é feita com muita simplicidade e clareza e na seção How it Works, há até uma cartela explicativa.

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A THINX também produz collants com shapes diferenciados e macacões pra exercícios como yoga e dança, na linha Activewear. Vale demais assistir ao vídeo que demonstra o ciclo feminino através da dança contemporânea, com corpos “reais”, usando os collants da marca, é claro. E os produtos da THINX não se limitam ao underwear. Pras mulheres que ainda não se adaptaram à soluções alternativas como o copinho coletor, a marca produz também tampões ecológicos, “for real menstruating humans”, como anunciam. Feitos de algodão 100% orgânico, eles não levam componentes químicos e são biodegradáveis! A caixa com 8 custa 6 dólares. Bem acessível, né?

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Pras desconfiadas, a THINX promete que a mágica acontece de verdade, e conta com muitos depoimentos de clientes satisfeitas. Mas há  também a tradicional promessa de reembolso do dinheiro, caso você não curta ou não se adapte.  E aí, deu vontade de experimentar?

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