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Bureau + aLagarta: “Luz dobrada em afetos” | O olhar de Helena Cooper por aLagarta . | Rio de Janeiro, 15.09.17

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Quem acompanha a fotógrafa Helena Cooper no Instagram, além de se deparar com imagens tocantes, mágicas e etéreas, pode ler no topo de seu perfil a descrição: “Luz dobrada em afetos”. De fato, o trabalho de Cooper traduz de forma muito sensível o que muitas vezes a gente apenas sente, sem conseguir definir ou expressar em palavras ou gestos. Suas fotos nos transportam para um momento de entrega, quando paramos para respirar fundo olhando para o céu, seja em contato com o silêncio no alto de uma montanha, ou cercados de árvores em uma trilha.
Convidamos a artista para ser colaboradora da edição PLENITUDE, que foi ao ar em agosto e, agora, damos voz à quem nos conquistou com o olhar, para descobrir o que inspira e move essa bióloga que se encantou primeiramente pela fotografia documental, pra depois criar asas e voar.
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Oi, Helena! Conta um pouco sobre você?
“Sou nascida no Rio, mas passei parte da infância em Mury, Friburgo, onde pude ter muito contato com a natureza desde cedo e onde parte do meu imaginário onírico foi criado. Brincava sozinha ou com meu irmão mais novo no enorme terreno que tínhamos, e nossa imaginação ali não tinha limites. Meus pais sempre gostaram muito de viajar pelo Brasil, praias e parques, e por isso também a intimidade com o “mato”. Formei em 2014 em Biologia na UFRJ e desde o início do curso trabalhei com a linha da etnobiologia, que busca identificar e valorizar as relações das comunidades tradicionais com os elementos e recursos naturais. Nessas pesquisas, conheci muitas comunidades quilombolas e indígenas, que fortaleceram ainda mais meus vínculos, rumos e valores de vida.”
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Quando você se descobriu artista?
“Meu avô paterno sempre gostou muito de fotografia e talvez ele tenha sido uma das primeiras inspirações para eu começar a fotografar. Ganhei dele uma câmera analógica automática em 2004 e, por sempre ter sido uma pessoa nostálgica, comecei a registrar as lembranças bonitas que eu vivia.”
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E como a fotografia, especificamente, entrou na sua vida?
“Fiz uma viagem de campo de dois meses para uma aldeia Kuikuro no Alto Xingu em 2014 com o antropólogo e cineasta Carlos Fausto – que era meu orientador de projeto na época. Ambos estavam com suas câmeras fotográficas e essa experiência de registrar os trabalhos do dia a dia dos indígenas e ainda documentar tantas belezas me enchia de vida e inspiração. Logo que formei na Biologia, decidi dar um tempo nas pesquisas propriamente biológicas e abrir mais espaço para entender esse gosto tão grande por registrar as camadas de belezas e lembranças que passavam por meus olhos. Nesse momento, conheci o fotógrafo Ricardo Azoury que, em algumas trocas bastante afetivas e familiares com ele e sua companheira Juliana, tive a oportunidade de aprender a fotografar com um pouco mais de técnica. Decidi ir para Buenos Aires em 2015 estudar fotografia, mas meu caminho se desviou quando encontrei a Tucum Brasil, empresa que trabalha com diversas etnias indígenas, e comecei a trabalhar com eles fotografando seus produtos e expedições às aldeias indígenas. O amor pelas matrizes e comunidades tradicionais nunca me deixou ir embora do Brasil.”
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Quais são suas principais fontes de inspiração? E referências?
“Minhas inspirações são confusas (risos). Sonho todas as noites e às vezes fotografo sonhos. Gosto muito de ler sobre psicologia e às vezes fotografo algo associado a alguma leitura. Sempre fui mística (à minha maneira) e acredito muito no que os olhos não vêem.”

“Parece contraditório valorizar tanto o invisível e trabalhar com fotografia. Mas minhas inspirações passam mesmo por ai: sentimentos, cheiros, memórias…”

“Gosto muito de ver o trabalho de outros fotógrafos, embora não acredite que esses trabalhos referenciem a construção da minha fotografia em si. Mas tenho algumas pessoas que me são referência enquanto seres viventes, isto é, mais do que apenas produzir belas e técnicas imagens, trabalham de forma linda, com base em muita ética, cuidado e responsabilidade social. Este é o caso do João Ripper, fotógrafo a que tenho muita admiração.”
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Como você descreveria seu trabalho?
“Acredito permear uma mistura de fotografia documental, com fotografia do bem-querer, com fotografia devocional. Uma vez ouvi que Deus habita o espaço entre os seres. Nunca mais esqueci isso e passei a acreditar que poderia ver e mostrar para os outros, através da fotografia, a beleza desse espaço.”
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Tem alguma causa específica que te toca?
“É difícil uma causa não me tocar hoje em dia. Acredito em um mundo de confiança mútua, construção coletiva, respeito e valorização das diferenças – e devoção à natureza. Ultimamente, tem sido difícil (muitas vezes, desesperançoso) viver aqui no Brasil, onde tudo que acredito vem sendo desprezado e cedendo lugar para um sistema competitivo e altamente destrutivo. As questões ambientais e a luta das comunidades tradicionais, especialmente indígenas, vêem tomando muito minhas preocupações nos últimos dias. Entretanto, acredito que todas as questões estão super interligadas e o desrespeito às causas é mais um sintoma de um sistema competitivo, misógeno e desconectado com suas essências.”
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Quais os planos para o futuro como criativa?
“Para o futuro, tenho desejos de me reaproximar mais uma vez das comunidades tradicionais e familiares agrícolas, para também firmar e fortalecer suas lutas e tradições culturais e dar voz através dos registros visuais. E há cerca de um ano venho desenvolvendo um projeto colaborativo com pessoas que confiaram e entregaram histórias e vivências pessoais fortes, chamado “Ensaios Terapêuticos”. Esses ensaios são momentos de contato com a natureza, guiados por conversas e práticas de respiração que buscam florescer as belezas que trazemos dentro de nós.”

“Pretendo continuar e aprofundar essa pesquisa de autoaceitação e empoderamento que a imagem de si próprio pode gerar. Afinal, beleza cura.”

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Confira “Nós, em laços”, editorial produzido por Helena exclusivamente para a ediçção #22 PLENITUDE, aqui.

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{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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Bureau + aLagarta: a explosão em cores de Júlia Brümmer por aLagarta . | Rio de Janeiro, 07.06.17

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O contato com Júlia Brümmer se iniciou, como muitos outros, por e-mail. Ela enviou seu trabalho pra gente e o que poderia ser apenas uma troca simples de mensagens virou algo muito mais rico: uma troca de ideias. Eu, completamente digital; Júlia, completamente analógica. Duas fotógrafas e um diálogo fervoroso e cheio de paixão pela arte.

Como muitas meninas de 20 e poucos anos, Júlia é plural: além de fotógrafa, é designer de moda. Uma artista em essência. Pessoalmente, fiquei encantada com a composição e a coloração de suas fotografias, e quis saber mais sobre a garota de Joinville que imprime seus sonhos e ideias em filme. Confira a seguir a entrevista.

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O que despertou seu amor pela fotografia?

Cheguei na fotografia num momento em que sentia a necessidade de mudar, pelo menos em alguma coisa, a forma como a comunicação de imagem em moda era e ainda é feita. Na época, isso também foi uma forma de me distrair um pouco de problemas psiquiátricos complicados pelos quais passei – deu vazão pro que tinha na minha cabeça. Comecei com o digital e achava legal fazer aquilo, mas só me realizei e de fato encontrei o meu amor por foto quando mergulhei de cabeça no analógico. É isso o que eu sei fazer.

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13909318_554364778097036_8177398264425880734_oQuais os desafios e as delícias de se trabalhar, nos dias de hoje, com a fotografia analógica?

Bom, os desafios giram em torno, principalmente, de recursos e da forma como a economia e os impostos funcionam no Brasil. Após o boom da fotografia digital, o analógico começou a encolher e a ficar, digamos, mais próximo das localidades das fábricas e dos grandes centros mundiais onde se sabia que ainda tinha gente que ia usar aquele tipo de mídia. Isso, até o momento, ainda atrapalha um pouco quem mora no Brasil e fotografa com filme. Nós não temos à nossa disposição uma loja em cada cidade com todos os tipos de filmes e químicos pra se fazer os processos de revelação. Isso ainda é algo caro e difícil de se encontrar por aqui, então precisamos comprar alguns materiais fora do país – e isso implica em impostos e taxas meio altas. Porém, com as notícias de que as grandes marcas estão anunciando a volta de filmes lendários em circulação, com a demanda que aumentou por causa de movimentos como a lomografia, com profissionais voltando a utilizar película e com uma nova geração que anseia por testar coisas novas, há todos os indícios de que isso vai começar a mudar.

O que passa por cima disso tudo é, literalmente, a delícia mesmo que é trabalhar com esse setor da fotografia. Vai desde admirar o design de cada embalagem de filme até revelar rolo por rolo de uma forma diferente, com complexos químicos únicos e ver as fotos finais com uma lupa. Mas o que eu gosto mesmo no analógico é poder dispor da tecnologia, algo que eu adoro, pra poder transferir as fotos que estão na matéria pro plano computadorizado, e assim poder compartilhar com o mundo todo.

É importante lembrar que trabalhar com filme não é só sobre obter um resultado final diferenciado, é principalmente sobre poder sentir o processo de fazer algo alternativo ao convencional.

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Você tem como foco o retrato do feminino, mas representado dentro de realidades paralelas, em situações lúdicas – muitas parecem saídas de um sonho. Como é seu processo criativo na hora de idealizar e realizar um shooting?

Meu processo criativo é um enorme caos porque eu penso demais. Enquanto estou olhando referências ou escrevendo algo pra determinado projeto e de repente olho pela janela e vejo algo ou falo com alguém, ou como alguma coisa diferente e isso já me dá inspiração, aí tudo começa a se transformar num enorme vórtex que me engole toda vez. É como minha destruição e minha salvação ao mesmo tempo.Minha afinidade com o planisfério dos sonhos é algo que carrego desde a infância e reflito em todo e qualquer tipo de expressão ou registro que eu faça. Pra mim é interessante o quanto isso é literal no ponto em que de fato externa os nossos sonhos e pesadelos pras nossas criações. Todo esse apanhado de referências, dentro do meu contexto de pesquisa e trabalho, é chamado de fantasismo, em menção à arte fantástica, que é um subgênero da arte que basicamente abraça toda forma de representação criativa que burle os limites da realidade. Mas depois de conseguir sobreviver a toda essa avalanche de informações a todo segundo eu geralmente escrevo palavras-chave do que representa o editorial e desenho as situações que eu estou arquitetando. Pra mim, fazer as coisas manualmente num contexto geral ajuda a ter outra perspectiva do trabalho final e grava as informações de forma mais eficaz. Aí, vou até a minha geladeira e consulto os filmes que melhor se encaixam no que quero propor naquele momento, vejo quais filtros de lente vou usar e então faço a parte técnica, de contato com as/os modelos e assim por diante. Gosto de bater papo enquanto fotografo porque acho que tudo flui melhor e há um outro tipo de interação que tanto me aproxima de quem eu fotografo, quanto estabelece um profissionalismo que mantém a calma e prioriza a pessoa e não só o resultado final. Eu e meus modelos sempre damos bastante risadas.

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Você trabalha muito brincando com filtros e sobreposições. Conta um pouco sobre o processo dentro do laboratório pra chegar ao resultado final. Quando você sabe que uma imagem está pronta?

Eu sei que minha foto está pronta quando ela é executada como eu quero, e isso não significa necessariamente sempre seguir o planejamento no que diz respeito ao registro. Às vezes eu quero fazer algo de determinada forma e sei lá, aparece um passarinho do nada e pousa bem no meio da minha composição. Aí eu clico o passarinho, pois mesmo que eu não use essa foto no trabalho eu guardo pra mim, já que eu fiz como eu queria. Porém, dentro do darkroom eu mantenho mais racionalidade, deixo um esquema pronto de como a revelação deve ser feita de acordo com o filme escolhido e a fotometria específica feita no editorial/técnica de resultado almejada. Mesmo que eu queira fazer um processo experimental, preciso direcionar as alterações de acordo com o que foi feito em fotometria na câmera. Não posso simplesmente testar qualquer coisa diferente quimicamente em cima de um material orgânico como a película, ou corro o risco de perder o material. A química sempre precisa ter um equilíbrio com a criatividade.

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Como você descreveria seu trabalho?

Uma explosão termonuclear colorida, esquizofrênica e iconoclasta pela qual eu me entrego de corpo e alma, indiscutivelmente.

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Confira mais fotos da Júlia em seu flickr, em sua página no facebook ou no Behance.

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{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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NOSSOS INFLUENCIADORES 2018 | TEMPORADA DE CALOR | RAFAEL TEIXEIRA por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 27.01.17

img_0341-07-11-16-07-52Rafael Teixeira, nosso Influenciador da Temporada de Calor – Foto da Karol Moraes

Um dos nossos temas da temporada de Verão 18 é o Duas Dimensões, que fala da fusão do skate com o surf com um pé na tecnologia e na realidade aumentada. Numa das nossas andanças de rotina pelo Instagram, procurando referências sobre skate, esbarramos com o perfil do Rafael Teixeira. Logo, de cara, adoramos o trabalho dele como fotógrafo. Não pensamos duas vezes: convidamos o Rafa pra ser um dos nossos Influenciadores da Temporada, pois ninguém melhor do que ele, como skatista e fotógrafo dessa turma, pra compartilhar com a gente insights e referências bacanas sobre o tema.

Perguntamos pro Rafa o que tem influenciado ele nesse momento. E, naturalmente, as respostas tem tudo a ver com o trabalho e estilo de vida dele. Dá só uma olhada!

5rafa1rafa1rafa2Fotos do Rafael Teixeira (@rafadapt_skt)

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O que está te influenciando nesse momento?

“Ando de skate desde 1999 e vivo o lifestyle desde então. Sendo assim, fica claro que minha principal influência para tudo é o skate e a rua, sempre. Através do skate, muitas portas para diferentes tipos de cultura e arte foram surgindo para mim. Algumas dessas portas despertaram meu interesse e resolvi trazer para minha vida, assim foi com a fotografia. Hoje, tenho muitas influências de fotografia de skate. Algumas influências são bem próximas e vivem meu cotidiano.

O fotógrafo Alex Carvalho, por exemplo, além de me influenciar, sempre me passa algumas experiências e conhecimento. Outras influências aqui do Brasil, na fotografia de skate, são os fotógrafos Ronaldo Land, Renato Custódio, Fernando Martins e o amigo Fernando Menezes Junior. Vale a pena acompanhar o trabalho desses cinco monstros, que não fotografam apenas a essência do skate, têm muitas outras coisas boas. O fotógrafo português Alex Pires também tem um trabalho muito bonito no skate, curto bastante.”

alex-carvalhoAlex Carvalho

ronaldo-landRonaldo Land

renatocustodio768Renato Custódio

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“Outra fonte de busca que utilizo para novas influências, é o Instagram. Num desses rolés virtuais, conheci dois fotógrafos que possuem um trabalho muito inspirador pra mim. Eles se chamam Gabriel Bianchini e Fabricio Brambatti. Os dois possuem um trabalho parecido e se resume em fotografar a realidade, mesmo que dolorida. Nessa onda de redes sociais e informação de tudo que é lado, a realidade sempre me encanta. Acredito que a verdade sempre deve estar presente no nosso cotidiano, nos ajuda a manter os pés no chão e questionar o mundo ao nosso redor. Então esses dois são grandes influências para minha postura como pessoa e inspiração na fotografia de rua.”

gabriel-bianchini_u2a2013Gabriel Bianchini

“Voltando ao skate, sou eternamente grato por ter me proporcionado e ao que ainda vai me proporcionar. Sem dúvidas é a melhor influência que eu poderia ter na vida, não consigo enxergar de outra forma. Às vezes fico tentando imaginar como eu seria se não fosse o skate, é assustador… (hahahaha). Da mesma forma que a fotografia apareceu pra mim, os vídeos de skate junto com suas trilhas sonoras também agregaram. O punk rock/hard core sempre muito presente nas trilhas sonoras, trouxeram grande influência. Sinto que tenho uma certa atração com esse lance de imagem + trilha sonora. Trago comigo praticamente todas as trilhas sonoras dos filmes que gosto, principalmente quando se trata de Quentin Tarantino. Às vezes faço algumas edições de vídeo, tendo tudo isso como minha base.

Um dia desses vendo um vídeo de skate do William Strobeck, cara que também é uma grande influência quando se trata de edição e filmagem de skate, conheci uma banda de Black Metal norueguesa que se chama Burzum. É um projeto bem agressivo, com grandes questionamentos em relação a posição de igrejas/religiões. Assunto bastante delicado, mas que gosto de refletir. O responsável pelo projeto é o Varg Vikernes, alguém muito louco e muito lúcido ao mesmo tempo. Ah, minha família e minha namorada também estão sempre me influenciando.”

“Tyshawn flyin’ in style.”💪🏿@enwhytj

Um vídeo publicado por William Strobeck (@williamstrobeck) em

“Enfim, valorizo a essência e prezo pelo incômodo à sociedade. Talvez por isso, o skate tenha me atraído tanto. Tento buscar nas minhas influências algo que agregue não só no meu senso estético, mas também no meu modo de pensar e agir. Claro que nem sempre consigo, mas a ideia é essa.”

Se você ainda não leu as nossas entrevistas com a Luisa Mendes e a Ignez do Prado, clica aqui e aqui! ;)

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