Ir para conteúdo

Mergulho criativo com a Farm por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 07.12.17

No mês de novembro, o Bureau se reencontrou com o time criativo da Farm, no IED Rio, pra bater um papo animado sobre comportamentos emergentes na Moda e no mundo, além de marcas, movimentos, artistas e alfas que vêm inovando através de novas estéticas e ações. Aí vai um clique pra registrar essa manhã tão rica. <3

WhatsApp Image 2017-12-07 at 11.32.16 AM (1)

O Bureau tem uma série de conteúdos estratégicos, para muito além de tendências que ajudam a fortalecer seu time e a sua marca. Do Branding ao Design de Produtos, passando pela construção de Lifestyle e diretrizes de comunicação.  E a melhor parte da história: com todo mundo mais feliz, focado, confiante e engajado ;)

Vamos conversar e construir um projeto especial para a sua marca em 2018?

Liga pra cá: (21) 2552 2254/ 2553 0551 ou manda um e-mail pra contato@renataabranchs.com.br

para blog

logo menos tendencia para posts blog

3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 19.09.17

1 – A “Netflix” brasileira gratuita e colaborativa:
Você precisa conhecer a Libreflix. O nome já diz tudo. Trata-se de uma plataforma de streaming aberta e colaborativa que reúne ótimas produções audiovisuais independentes, de livre exibição e que fazem pensar. No nosso último Encontro, a gente falou da M2M, que é voltada pra quem curte Moda, com desfiles, filmes e documentários gratuitos sobre o assunto, lembra?

Imagem1

.

.2 – E por falar em Sétima Arte:
O Brasil vai receber pela primeira vez o FFF – Fashion Film Festival, festival mundial de filmes de Moda que acontece em Londres, Milão e Berlim. Por aqui, a categoria ainda está engatinhando, pois são pouquíssimas as marcas que investem neste tipo de linguagem. E o Festival chega aqui justamente com o objetivo de fomentar o desenvolvimento dos filmes de Moda brasileiros. Serão 5 categorias a serem julgadas por um júri especializado: Filmes do Autor, Marcas, Têxteis Técnicos, Estudante e Internacional. A premiação acontece no dia 25/09, na UNIBES Cultural, em São Paulo, como parte da 1ª Semana Brasileira de Moda, organizada pelo IBModa.

Filme da neomarca brasileira D-Aura, que concorre na categoria Filme de Marca

.
3 – Os 500 nomes mais influentes da Moda, segundo o The Business of Fashion:
Há cinco anos, o The Business of Fashion publica uma lista anual com os 500 nomes mais influentes da Indústria da Moda global. Estilistas, editores, CEOs, modelos… Este ano, o Brasil aparece em 13º lugar no ranking, com nove brasileiros nomeados. São eles: Alexandre Birman, da Arezzo; a blogger Camila Coutinho; Carlos Jereissati Filho, do Grupo Iguatemi; Daniela Falcão, da Globo Condé Nast; Flavio Rocha, do Grupo Guararapes; o diretor artístico Giovanni Bianco; a jornalista Maria Prata; Natalie Klein, da NK e a designer Paula Cademartori. Os EUA aparecem em primeiro lugar, seguidos pelo Reino Unido, França, Itália e China. Clica aqui pra ver a lista completa.

divulgac3a7c3a3o31Giovanni Bianco

para blog

logo menos tendencia para posts blog

Bureau + aLagarta: “Luz dobrada em afetos” | O olhar de Helena Cooper por aLagarta . | Rio de Janeiro, 15.09.17

post
Quem acompanha a fotógrafa Helena Cooper no Instagram, além de se deparar com imagens tocantes, mágicas e etéreas, pode ler no topo de seu perfil a descrição: “Luz dobrada em afetos”. De fato, o trabalho de Cooper traduz de forma muito sensível o que muitas vezes a gente apenas sente, sem conseguir definir ou expressar em palavras ou gestos. Suas fotos nos transportam para um momento de entrega, quando paramos para respirar fundo olhando para o céu, seja em contato com o silêncio no alto de uma montanha, ou cercados de árvores em uma trilha.
Convidamos a artista para ser colaboradora da edição PLENITUDE, que foi ao ar em agosto e, agora, damos voz à quem nos conquistou com o olhar, para descobrir o que inspira e move essa bióloga que se encantou primeiramente pela fotografia documental, pra depois criar asas e voar.
aL22-Plenitude-Cooper-06
Oi, Helena! Conta um pouco sobre você?
“Sou nascida no Rio, mas passei parte da infância em Mury, Friburgo, onde pude ter muito contato com a natureza desde cedo e onde parte do meu imaginário onírico foi criado. Brincava sozinha ou com meu irmão mais novo no enorme terreno que tínhamos, e nossa imaginação ali não tinha limites. Meus pais sempre gostaram muito de viajar pelo Brasil, praias e parques, e por isso também a intimidade com o “mato”. Formei em 2014 em Biologia na UFRJ e desde o início do curso trabalhei com a linha da etnobiologia, que busca identificar e valorizar as relações das comunidades tradicionais com os elementos e recursos naturais. Nessas pesquisas, conheci muitas comunidades quilombolas e indígenas, que fortaleceram ainda mais meus vínculos, rumos e valores de vida.”
aL-blog-helena-copper-01
Quando você se descobriu artista?
“Meu avô paterno sempre gostou muito de fotografia e talvez ele tenha sido uma das primeiras inspirações para eu começar a fotografar. Ganhei dele uma câmera analógica automática em 2004 e, por sempre ter sido uma pessoa nostálgica, comecei a registrar as lembranças bonitas que eu vivia.”
aL22-Plenitude-Cooper-16
E como a fotografia, especificamente, entrou na sua vida?
“Fiz uma viagem de campo de dois meses para uma aldeia Kuikuro no Alto Xingu em 2014 com o antropólogo e cineasta Carlos Fausto – que era meu orientador de projeto na época. Ambos estavam com suas câmeras fotográficas e essa experiência de registrar os trabalhos do dia a dia dos indígenas e ainda documentar tantas belezas me enchia de vida e inspiração. Logo que formei na Biologia, decidi dar um tempo nas pesquisas propriamente biológicas e abrir mais espaço para entender esse gosto tão grande por registrar as camadas de belezas e lembranças que passavam por meus olhos. Nesse momento, conheci o fotógrafo Ricardo Azoury que, em algumas trocas bastante afetivas e familiares com ele e sua companheira Juliana, tive a oportunidade de aprender a fotografar com um pouco mais de técnica. Decidi ir para Buenos Aires em 2015 estudar fotografia, mas meu caminho se desviou quando encontrei a Tucum Brasil, empresa que trabalha com diversas etnias indígenas, e comecei a trabalhar com eles fotografando seus produtos e expedições às aldeias indígenas. O amor pelas matrizes e comunidades tradicionais nunca me deixou ir embora do Brasil.”
aL-blog-helena-copper-02
Quais são suas principais fontes de inspiração? E referências?
“Minhas inspirações são confusas (risos). Sonho todas as noites e às vezes fotografo sonhos. Gosto muito de ler sobre psicologia e às vezes fotografo algo associado a alguma leitura. Sempre fui mística (à minha maneira) e acredito muito no que os olhos não vêem.”

“Parece contraditório valorizar tanto o invisível e trabalhar com fotografia. Mas minhas inspirações passam mesmo por ai: sentimentos, cheiros, memórias…”

“Gosto muito de ver o trabalho de outros fotógrafos, embora não acredite que esses trabalhos referenciem a construção da minha fotografia em si. Mas tenho algumas pessoas que me são referência enquanto seres viventes, isto é, mais do que apenas produzir belas e técnicas imagens, trabalham de forma linda, com base em muita ética, cuidado e responsabilidade social. Este é o caso do João Ripper, fotógrafo a que tenho muita admiração.”
aL22-Plenitude-Cooper-17
Como você descreveria seu trabalho?
“Acredito permear uma mistura de fotografia documental, com fotografia do bem-querer, com fotografia devocional. Uma vez ouvi que Deus habita o espaço entre os seres. Nunca mais esqueci isso e passei a acreditar que poderia ver e mostrar para os outros, através da fotografia, a beleza desse espaço.”
aL-blog-helena-copper-03
Tem alguma causa específica que te toca?
“É difícil uma causa não me tocar hoje em dia. Acredito em um mundo de confiança mútua, construção coletiva, respeito e valorização das diferenças – e devoção à natureza. Ultimamente, tem sido difícil (muitas vezes, desesperançoso) viver aqui no Brasil, onde tudo que acredito vem sendo desprezado e cedendo lugar para um sistema competitivo e altamente destrutivo. As questões ambientais e a luta das comunidades tradicionais, especialmente indígenas, vêem tomando muito minhas preocupações nos últimos dias. Entretanto, acredito que todas as questões estão super interligadas e o desrespeito às causas é mais um sintoma de um sistema competitivo, misógeno e desconectado com suas essências.”
aL22-Plenitude-Cooper-01
Quais os planos para o futuro como criativa?
“Para o futuro, tenho desejos de me reaproximar mais uma vez das comunidades tradicionais e familiares agrícolas, para também firmar e fortalecer suas lutas e tradições culturais e dar voz através dos registros visuais. E há cerca de um ano venho desenvolvendo um projeto colaborativo com pessoas que confiaram e entregaram histórias e vivências pessoais fortes, chamado “Ensaios Terapêuticos”. Esses ensaios são momentos de contato com a natureza, guiados por conversas e práticas de respiração que buscam florescer as belezas que trazemos dentro de nós.”

“Pretendo continuar e aprofundar essa pesquisa de autoaceitação e empoderamento que a imagem de si próprio pode gerar. Afinal, beleza cura.”

.

Confira “Nós, em laços”, editorial produzido por Helena exclusivamente para a ediçção #22 PLENITUDE, aqui.

.

{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

para blog

logo menos tendencia para posts blog