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Bureau + aLagarta: Ornamente-se | Acessórios slow design para se apaixonar por aLagarta . | Rio de Janeiro, 05.07.17

Nossa busca incansável por marcas conscientes, com alma e produtos singulares sempre nos surpreende. Como tem gente criativa no Brasil! Hoje, separamos 3 designers de acessórios que nos encantaram com seu ofício. Vem conhecer:

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Adriana Valente
studioadrianavalente.com

O trabalho da designer Adriana Valente foi uma feliz recem-descoberta e curtimos tanto que as peças estarão presentes em nossa próxima edição. Além de brasileiríssimas e muito autorais, são feitas artesanalmente, respeitando o tempo do processo criativo e de produção, e em tiragens menores – o que torna tudo ainda mais exclusivo e especial. Depois de passar por diversos materiais, Adriana se apaixonou pela madeira. “Para mim, não há nada mais poderoso que trabalhar com a natureza e proporcionar às pessoas que possam levar um pedaço dela consigo” – explica.

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A designer também ressalta a importância de seu escultor Urubatan Oliveira, que tem mais de 40 anos de experiência e é o responsável pela produção de cada peça. A assinatura de Valente é única e, ao contrário do que parecem, são peças leves de se usar. Daqueles produtos que vão durar pra sempre no armário, funcionando como um aliado perfeito na hora de pensar em uma produção com um fator “uau”.

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Ana Zulma
anazulma.com.br

As joias da Ana parecem ter alma própria. Não há como não sentir sua energia e todo o carinho e empenho que a designer coloca em seu fazer. Exigente e detalhista, Ana trabalha com prata e ouro com alto padrão de qualidade e, claro, faz tudo à mão, sempre respeitando o gosto e os desejos de suas clientes apaixonadas por peças delicadas, mas cheias de personalidade.

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Não é difícil reconhecer o trabalho da Ana por aí. O design é muito próprio e cada coleção sempre conta uma história. São muitas: LYRICA, AURA, Energia, Mania Mania… Todas se unem através de uma característica em comum: o encanto. E Zulma também se empenha a criar joias sob medida e exclusivas pra quem quiser encomendar.

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CLIN
desvioclin.com.br

Fernanda Ventura (criativa também presente na nossa equipe!) é o nome por trás da delicada CLIN – marca independente que valoriza a produção local e manual. A designer faz questão de priorizar matéria prima  brasileira e seleciona cuidadosamente suas pedras. Quem não ama carregar pertinho de si um cristal? As peças com design minimalista são criadas artesanalmente pelas mãos da própria Fê, que está sempre em constante evolução. Vale acompanhar a marca, que traz sempre alguma novidade.

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Uma curiosidade: a escolha do nome se deu a partir da palavra Clinamên, que na filosofia significa “desvio” e “invenção”. No manifesto da marca, Fê explica que busca “na simplicidade das formas a beleza do vir a ser. Nos desviamos dos padrões estabelecidos e acreditamos que através de pequenas ações experimentamos o encontro com uma vida mais leve, consciente e livre”.

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E vocês, conhecem mais artistas incríveis? Compartilhem coma gente. <3

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{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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NOSSOS INFLUENCIADORES 2018 | TEMPORADA DE CALOR | LUISA MENDES por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 05.01.17

A cada temporada, o Bureau elege um grupo que a gente admira, segue e tem fuçado nas redes. São pessoas que, nesse momento, tem algo a dizer e andam realizando um trabalho bacana. Muitas vezes, elas nem se dão conta da influência que exercem, pois a maneira como agem é muito espontânea e natural. Na temporada de Verão 18, conversamos com a Gabriela Mazepa, a Ignez do Prado, o Rafael Teixeira e a Luisa Mendes. Ao longo das próximas semanas, a gente vai revelando pra você tudo de inspirador que tem feito a cabeça deles nas mais diversas áreas. Pra começar, te apresentamos a Luisa Mendes! <3

A Lu é Designer de Moda, Mestra em História e Crítica de Arte pela UFES, e Pesquisadora da área. Desde 2015, ela representa o estado do Espírito Santo no Colegiado Nacional de Moda do Conselho Nacional de Políticas Culturais, do Ministério da Cultura. Aqui, você poder ler o Plano Setorial da Moda, aprovado em maio de 2016 e que apresenta objetivos, estratégias, metas, indicadores e ações para o setor em todo o país.

img_9503Luisa Mendes

O que está te influenciando nesse momento?
“Já há algum tempo são todas as ações que combinam Formação + Comunidade Colaborativa, a chamada fluxonomia 4D, da Lala Deheinzelin. Nas palavras dela mesma é uma combinação de visão de Futuro e Novas Economias (Criativa, Compartilhada, Colaborativa e Multimoedas) que quando ativadas em fluxo geram riquezas culturais, ambientais, sociais e financeiras. Gosto de começar o meu dia ouvindo ela falar, pois percebo nessas ações, práticas algo muito simples. Aí, me pergunto: qual o meu futuro desejável (que é tanto o amanhã quanto daqui há 5, 20 anos) e quais práticas de hoje contribuem para que o amanhã que quero se realize? Assim caminho realizando sonhos diários. A Moda é um dos sonhos que trabalho diariamente, Moda com M maiúsculo, como linguagem.”

Na Música:
“Tássia Reis, sempre gostei e, recentemente, ela lançou um novo cd chamado Outra Esfera. A capa é bem linda, feita pela Domitila de Paulo. A Domitila é mineira, Designer de Moda e faz umas colagens super interessantes.tassia-reis-outra-esfera-lado-b-mayra-russo

Solange Knowles e o seu novíssimo álbum A Seat at the Table. Acho Solange muito preciosa nas letras e melodia. Toda vez que começa o clipe Don’t touch my hair eu quero muito fazer tererês como os dela.battan-solange-knowles-1200

Lívia Nestrovski e Fred Ferreira. O Ronaldo Fraga assina o figurino da recente turnê e foi a partir dos seus posts que fui pesquisar a dupla. Para mim é uma descoberta recente e pulsante.”

Exposições:
“O MoMA – Museum of Modern Art abrirá em outubro de 2017 uma exposição chamada Items: Is Fashion Modern?. Desde o início de 2016, eles estão realizando seminários para debater o tema. Será a segunda vez em quase 72 anos que o MoMA falará sobre Moda. É uma resposta à exposição que ocorreu no museu em 1944, chamada Are Clothes Modern?

Adornos do Brasil Indígena: resistências contemporâneas. Curadoria de Moacir dos Anjos. Está no Sesc Pinheiros. A partir de um conjunto de artefatos, fotos e filmes representativos de diferentes etnias indígenas que constituem o acervo do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, a mostra pretende apresentar o “adorno” como um elemento singular e representativo de múltiplas formas e expressões de resistências das comunidades indígenas, por meio de interlocuções entre as expressões culturais destas sociedades e a produção de arte contemporânea, no contexto dos embates da sociedade nacional.”a9a3d925-9b53-4fae-8744-e6dbed4c82be

Designers:
Ivana Izoton e Adriana Delmaestro. As duas designers de jóias são minimalistas, equilibram ouro e prata a pedras, em linhas modernas, com desenho exclusivo. Trabalham a dialética do design com a arquitetura e a arte.

Bru Simões é multifacetada, nos últimos anos tem tido uma visibilidade muito grande a partir do seu trabalho como tatuadora. Ela é de Vitória/ES, mas tem tatuado no Brasil inteiro. O que me fascina em seu trabalho são desenhos e traços extremamente delicados.”imagem2

Marcas:
Nuu Shoes. Nos últimos anos, de longe, é a marca mais interessante do setor calçadista. Também gosto da ManolitaRevoada e DelpozoLane Marinho, especialmente, o processo de feitura e a preciosidade nos detalhes. Realmente gosto muito do trabalho dela e acredito ser um referencial na área e no modo de fazer. Acho uma generosidade quando uma marca possibilita que o cliente contribua no design, na criação de seu modelo que é único “é possível encomendar um par na cor e detalhes de sua escolha”, nos diz Lane.”

146a6538cmykNuu Shoes (a gente também é fã)

Projetos:
Banco de Tecido de reuso e Banca do vestuário (que nasce dentro da Prefeitura de Caxias). O mais interessante é ver estas iniciativas sendo empregadas pela sociedade civil e política também. Além disso, todos os projetos/ações/empreendimentos como  o Roupa Livre, The Street Store, MALHA, e a Rede de Moda Sustentável, este último é um espaço no Facebook para as pessoas que trabalham e se interessam pelo tema discutirem e se atualizarem sobre o que tem sido desenvolvido no universo da Moda sustentável.”

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Cinema:
“O Cine Rua 7 surgiu em 2011, com o propósito de provocar uma reflexão sobre a utilização dos espaços públicos e as relações neles estabelecidas. Além de ser uma plataforma de exibição e experimentação com vídeo, o festival tornou-se um espaço de exposição e intercâmbio de diversas manifestações artísticas que combina artes visuais, instalações, oficinas, residências e apresentações musicais.”

Artistas:
Hilal Sami Hilal e sua recente exposição Constelações, no Palácio Anchieta, ES. Está em exibição. A exposição discute a identidade de cada indivíduo.”

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Arquitetura:
Natália Scarpati é arquiteta, urbanista que trabalha muito com Upcycle + handmade, foi premiada nacionalmente, junto com Bruna Richa, pelo projeto de banheiro público masculino, desenvolvido para o evento Morar Mais.

Paulo Mendes da Rocha, vencedor do 28º Prêmio Imperial do Japão, considerado o Nobel das artes, na categoria arquitetura. Mendes da Rocha é apenas o segundo brasileiro eleito, sucedendo o também arquiteto Oscar Niemeyer, premiado em 2004.”

Feiras:
“Eventos como a Feira de trocas que acontece no seu Pechincha, em BH, em que as pessoas podem comprar, vender, trocar ou dar. E suas vertentes em todo o Brasil. Assim como a feira Toc toc, feira itinerante que reúne moda, design e arte.”

15079078_1331530430211054_3942191945469049001_nFeira de Trocas, no Pechincha, de BH

Gastronomia:
Guaja (que é uma fruta nativa da região de encontro do Cerrado com a Mata Atlântica, situação predominante na região metropolitana de Belo Horizonte) é o nome dado ao primero café coworking do Brasil,  instalado em uma linda casa modernista da década de 1950. No Guaja, você paga pelo tempo, e não pelo o que consome. Tudo é produzido diariamente na própria cozinha.”

Gui Poulain já faz sucesso nas redes sociais há alguns anos, mas continua sendo uma referência, seus textos, ilustrações e receitas, não necessariamente nesta ordem, são pulsantes.

guipoulain_01Gui Poulain

Tenho acompanhado, também, o blog Cozinha Intuitiva da Bia. Bianca e seu marido Renato são proprietários de um Pub em Vitória (Liverpub) e eu sempre acompanhei seu instagram, dá vontade de ser amiga e almoçar toda semana na casa deles. De fato a #unitedcolorosfbia, que ela sempre usa em suas fotos, faz jus a #mefazsalivar. (ps: ela participou de alguma edição do Masterchef Brasil, só não sei precisar qual).”

Literatura:
“Foi lançado em 2016 o livro sobre o mestre Espedito Seleiro, se chama Meu Coração Coroado, e traz a história deste homem, artesão, que revigorou a forma de fazer selas, gibões de couro, vestimentas e calçados que até então eram destinados para vaqueiros, cangaceiros e tropeiros.

exposicao-e-mostra-serao-realiadas-hoje-no-shoping-com-o-trabalho-de-espedito-seleiro-foto-de-augusto-pessoaMestre Espedito Seleiro

Dobras há quase 10 anos é uma revista científica de Moda, que recentemente iniciou sua publicação online. Excelente fonte de pesquisa.

Foi lançado também, em 2016, o livro Dos cadernos de Sophia Jobim.  O livro é o resultado de anos de investigação sobre o trabalho da pesquisadora Sophia Jobim (1904- 1968), que criou ilustrações para suas aulas de indumentária na Escola de Belas Artes da UFRJ entre as décadas de 1940 e 1960. Um trabalho precursor e fonte de pesquisa obrigatória para historiadores, estudantes de figurino e de moda, e antropólogos.”

Pesquisas:
“Recentemente vi um trabalho que apresenta uma matéria-prima que pode ser usada em bolsas e objetos/peças que necessitam de materiais mais rígidos, se chama encauchado da borracha. Uma pesquisa feita por pesquisadores da faculdade Estácio do Pará.”

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Viva esse mar lindo de referências da Lu! Gostou? Então continua ligad@ aqui pra acompanhar os demais influenciadores. ;)

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BUREAU + INSECTA <3 VOA por Insecta Shoes | Rio de Janeiro, 30.08.16

Imagem1As cariocas Lola Vaz e Nathalie Kuperman fundaram a VOA em 2015 com uma coleção minimalista, fazendo uso da prata e do ouro, e de pedras como diamantes, turmalinas, e pedra portuguesa (ou basalto negro). Essa última nunca tinha sido usada na joalheria antes, mas é bastante conhecida por fazer parte do calçadão carioca de Copacabana e de várias outras calçadas do Brasil e de Portugal.

Nathalie trabalhou por 15 anos como estilista e foi em um curso de ourivesaria, em 2014, onde conheceu a sócia Lola, que antes da VOA trabalhava com design gráfico e estamparia.Imagem4_Q9B2131

O resgate sempre esteve presente no trabalho da VOA, tanto que para fazer as peças piloto da marca a dupla resgatou pontas de caneta tinteiro de ouro 14k na antiga loja do avô de Lola e as entregou na mão de ourives para serem refinadas e transformadas em ouro 18k. Um verdadeiro trabalho de reciclagem e reuso.

Para além da história, Nathalie e Lola são fortemente influenciadas pelas artes e pela natureza. Foi a natureza, inclusive, que inspirou o nome da marca. VOA vem da sensação de liberdade do voo.

A história da VOA tá só começando e nossa dica é que você acompanhe esse voo no Instagram e no site oficial da marca.Sem Título-1{Este post é produzido e compartilhado com a Insecta Shoes pelo movimento #FeitoNoBrasil}

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