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3.1 coisas que você precisa saber essa semana: por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 22.08.17

1 – Curadoria e sob demanda:

Apaixonamos no conceito da UDesign, plataforma online que trabalha com coleções exclusivas sob demanda: “Sem risco para criar, o designer tem liberdade de propor roupas de elaboração criativa até então improváveis de serem produzidas. Disponíveis apenas para usuários cadastrados, as peças são únicas e numeradas”. Ou seja, o estilista desenha, o consumidor expressa seu desejo de compra, só o que for vendido é fabricado e entregue em até 60 dias. A gente já andou citando em palestras algumas iniciativas parecidas, como a Print All Over Me, lembra? No UDesign, a curadoria das marcas é feita pelo próprio site, que a cada 15 dias lança nova coleção inteiramente dedicada a uma marca, com direito a editorial caprichado. A coleção da vez é da Pége, marca linda de babouches. Além de neomarcas, a plataforma também trabalha ao lado de nomes consagrados. Peças exclusivas que a Giuliana Romanno desfila, em breve, na SPFW serão as próximas a serem vendidas.

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2 – A luta do Alibaba pela sua legitimação:

Que o comércio online é um caminho sem volta, isso a gente já sabe. Mas muita coisa ainda precisa ser revista nesse âmbito. Em casos de plataformas como UDesign e +Alma, por exemplo, existe uma pré-seleção cuidadosa sobre o que será vendido. Mas em relação a sites como Alibaba, basta a empresa se cadastrar e vender o produto, o que acaba permitindo com que ocorram muitos casos de cópia e comércio ilegal quando não há a devida fiscalização. O gigante chinês vem enfrentando sérios problemas por conta disso, sendo acusado de não se esforçar o suficiente ara acabar com esse tipo de venda. Após sofrer um processo do grupo Kering, que detém as marcas Gucci e Saint Laurent, o site lançou um canal online pra que marcas apresentem reclamações por violação de propriedade intelectual e diminuiu o tempo de resposta, que agora é de 24 horas. A plataforma também vem investindo em melhores tecnologias de rastreamento. Mas apesar dos esforços, o site ainda possui algumas lacunas. Até semana passada, como mostra esse artigo publicado pela Forbes, era possível encontrar “botes pra refugiados” sendo anunciados no Alibaba com preços variando entre $800 e $1.100. Na descrição, o vendedor ainda faziam questão de ressaltar que o produto era “antiafundamento”.

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3 – 9 maneiras de pessoas brancas apoiarem a luta contra o racismo:

Muita gente se pergunta: “afinal, não sendo negr@, qual o meu papel na luta contra o racismo?” O Buzzfeed listou 9 maneiras de apoiar essa luta. Clica aqui pra ler. Entenda, curta, comente, compartilhe! Afinal, o racismo é um problema da nossa sociedade e deve ser combatido por todxs nós.

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3.1 – #7300 Dias de Inspiração:

Vem celebração por aí! Nas próximas semanas, a gente quer te ouvir pra construir o nosso próximo Encontro que, nessa edição, além de muitas novidades, vai casar com o aniversário de 20 anos do Bureau e o de 10 anos do nosso RIOetc. Quem responder às nossas perguntas lá no Facebook, além de ganhar vibrações de amor e felicidade, ganha o nome no nosso painel de agradecimentos no dia do evento! Vem pra fexxxta! ;)

Clica aqui pra dar a sua opinião: “Quem você gostaria de ouvir falando sobre Arte & Design?”

Clica aqui também pra responder: “Quem você gostaria de ouvir falando sobre Comportamento & Estilo de Vida?”

A gente também quer saber: “Que marcas brasileiras você admira?”

E “Quem você gostaria de ouvir falando sobre gastronomia?” Responde aqui!

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Workchoque com Rio Design por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 21.08.17

Nas últimas semanas, o Bureau imergiu junto com a turma afiada dos shoppings Rio Design Barra e Leblon.  Por meio do nosso método de coolhunting, a aquipe foi às ruas e aos corredores dos malls, e voltou transbordando de insights para Inovação que serão implementados, já, já, pros shoppings tornarem sua experiência ainda mais inesquecível.

A metodologia do Bureau qualifica as pessoas de maneira com que elas se tornem autônomas no seu dia a dia, nesse processo de aproximação com seus públicos pra geração de insights.

Quer levar esse método estratégico pra sua empresa e dar um choque de ânimo e inspiração pro seu time? Vamos conversar?! Liga aqui:  (21) 2552-2254 / 2553-0551 ou manda um e-mail pra contato@renataabranchs.com.br

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Bureau + Fê Cortez: armário-cápsula | A cura pra doença do excesso por Fernanda Cortez - Menos Um Lixo | Rio de Janeiro, 10.08.17

…então a Fê Cortez me mandou um zap: “Lu, você não toparia escrever um artigo pro blog, sobre armário-cápsula?!” … respondi que sim, honrada. É uma experiência tão feliz que vale a pena passar adiante. Fui dar uma olhada nos arquivos do instagram do Mais Orgânica, pra confirmar a data do dia em que fiz a limpa no meu armário e aderi a essa ideia: 27 de abril de 2017. Opa! Estamos completando 3 meses… justamente o tempo para fazer a primeira revisão do guarda-roupa.

Olhando para trás e me observando na foto, saquei que eu estava apavorada demais com a quantidade de coisas que eu tinha, para conseguir enxergar o que realmente era essencial…. que só tempo mostra. E olha que eu jurava que não tinha tanta roupa…

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Portanto, se você  não tem mais aonde guardar tantas coisas, mas vive sem saber o que vestir, e realmente ta a fim de fazer uma limpa e aderir à ideia do menos é mais, respire fundo, encare o seu armário de frente, e bote absolutamente tudo para fora. Realize a limpeza de uma só vez! Tem que ser que nem arrancar esparadrapo… mas calma! Eu explico. Confia e vem comigo…

Um pouco da história

O armário-cápsula é um guarda roupas enxuto e versátil, com poucas peças, atemporais e de boa qualidade, que se combinam entre si, gerando múltiplos looks possíveis. A cada 3 meses, ou mudança de estacão, esse armário deve ser reavaliado e organizado… o que é bem mais fácil do que a etapa inicial. O armário-cápsula é, também parte, de um movimento maior que questiona a lógica fast fashion, assumida pela grande indústria da moda nas últimas décadas. É o chamado movimento slow fashion que, neste caso, flerta com o minimalismo.

O Minimalismo surgiu na década de 60 e vem ganhando novo impulso, desde o começo da última década, por conta da quebra da bolsa, em 2008. O mundo começou a se perguntar: pra que tanto?! Uma pergunta fundamental num momento de crise. Bem explicadinho e retratado no documentário Minimalism. Vale assistir pra dar uma inspirada!

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Em 2011, “Marie Kondo – A mágica da arrumação” , se tornou best seller, e posteriormente, junto com outras blogueiras como Caroline Joy Rector, do blog, Unfancy, popularizaram a ideia na rede, associando minimalismo, moda, consumo consciente e sustentabilidade. A tragédia na fábrica têxtil, no edifício Hannah Plaza, em Bangladesh, em 2013, fez o mundo prestar mais atenção em como são produzidas as roupas das grandes marcas de lojas de departamentos, e a lógica voraz e predatória do fast fashion. Um documentário que conta bem essa história, é o “The true cost”, (tem no Netflix e é fundamental!).

Mas a ideia do armário enxuto apareceu pela primeira vez com Donna Karan, em 1985, quando ela lançou seu guia com as peças essenciais: body preto, saia versátil, calça confortável, jaqueta de alfaiataria, suéter, camisa branca, um scarf (lenço fino e comprido) e aquele vestido pretinho básico.

Se você se identificou e ta a fim de embarcar nessa, disponibilize um tempo e leia as recomendações abaixo!

Regrinhas e dicas:

  • Existe um número ideal proposto: 37 peças, EM USO, por 3 meses, que podem ser substituídas por 2 ou 3 peças novas (criteriosamente escolhidas), a cada mudança de estação, ou conforme a necessidade.
  • Os itens incluídos entre essas 37 peças, são: tops (camiseta, regata e camisa), partes de baixo (saia, calça e short), casacos (jaquetas e sobretudos), vestidos e sapatos. Roupas de festas, uniformes, roupas de banho e de ginástica, além de acessórios e bolsas, não estão nesse numero, ok?! Mas vale lembrar que a lógica é a do ter menos.
  • Outra regra é a flexibilidade. Tudo depende do seu estilo e momento de vida, e quem manda é você. Ou seja: nada impede que você tenha mais ou menos peças do que o proposto, sobretudo em um país tropical como o nosso, que merece adaptações, por não existirem estações tão bem marcadas, quanto nos países de onde essa ideia veio.
  • Outra coisa importante é que o armário é organizado pra durar 3 meses. Você separa as peças que serão usadas para cada estação, e guarda as demais. Uma vantagem disso é um certo frescor que as velhas peças guardadas ganham, quando saem, para te acompanhar na nova temporada. No meu caso eu mantive as peças no armário, mesmo… sabe como é, no Rio de Janeiro nunca se sabe… a qualquer momento o maçarico pode ligar, bem no meio do inverno.
  • Essa regrinha dos 3 meses é legal pra fazer uma avaliação, sobre o que, e como você usa, ou não, suas roupas… fase em que estou agora. É hora de eliminar o que não rolou, pensar com cautela o que está faltando, e comprar com critério, responsabilidade e sem impulsos… mas saboreando meu poder de consumidora. Yeah!

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  • Uma paleta de cores também deve ser estipulada para facilitar a seleção das peças que vão ficar. Geralmente sao neutras… mas nada impede que você acrescente suas cores favoritas e até mesmo, estampas. Listras são queridinhas nos armários minimalistas, por motivos óbvios: são elegantes e atemporais.
  • Ah! Vale lembrar: você nunca deve jogar tudo fora para começar o armário do zero. Acredite: tudo que você precisa, ou a maior parte, já está no seu armário… você só precisa abrir espaço para enxergar o potencial de combinação das peças que você já tem.
  • O Minimalismo não é uma dieta de roupas ou uma lipoaspiração de armário. O exercício de se desfazer e organizar é parte da tomada de consciência e reflexão, e é o que vai garantir a cura para eventuais compradores compulsivos e apegados. A ideia não é comprar mais. Lembre-se sempre disso.
  • Haja o que houver não experimente as peças durante a separação. Isso além de fazer tudo ficar mais demorado, vai fazer ficar mais difícil também, pois algumas peças podem trazer memórias, emoções e fazerem você querer guardar alguma delas pra quando emagrecer. Esqueça isso. Pense em 3 meses.
  • Outra sugestão importante é fazer tudo bem longe dos olhos da sua família. Parentes podem dificultar o desapego, por conta de memórias, roupas compartilhadas, presentes, histórias, ou simplesmente por não estarem vivendo a mesma inquietação que você. Eles podem começar a julgar, se meter e achar tudo uma doideira… e é aí que entra outro detalhe belo, desse estilo de vida: é um exercício de você com você mesmo. Você precisa se ouvir, sinceramente. Outras pessoa atrapalham… ah! Também não vale mandar as peças pra passar férias em algum “depósito” familiar.

 

Vamos ao que interessa…

Por onde começar? …pela manhã. Certamente essa tarefa vai render horas, e para fazer do jeito certo, tem que começar e terminar, no mesmo dia. Como eu disse no começo… tem que ser de uma vez só.

Coloque absolutamente tudo o que tem no seu armário, e espalhado pelo resto da casa (roupas pra lavar e passar), em cima da cama ou no chão. Ver tudo o que você tem, junto, é fundamental para te dar o choque de realidade necessário pra continuar. Pode ser meio desesperador… mas confie no processo.

Separe as suas roupas em 3 pilhas: o que SAI; o que eu AMO; e o que eu NÃO SEI. Apenas olhe bem pra peça e se pergunte: isso me faz feliz?! Essa pergunta geralmente se responde rápido… Você sente.

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  • O que SAI – que você não usa mesmo, que não cabe mais, que não representa seu estilo atual, ou momento de vida, e o que não serve pra ninguém. Essa pilha de roupas deve ser re-dividida, em 3 categorias, depois que tudo já estiver selecionado, organizado e guardado,: aquilo que dá pra vender, em bazares e brechós, o que você quer doar, e o que é descarte. Para essas duas últimas categorias, procure instituições de caridade, ou cooperativas de costura, que reaproveitam tecidos. Sempre pergunte se a instituição ou o grupo, deseja receber a doação, do contrário,  você estará apenas jogando seu lixo no outro, achando que tá fazendo caridade. Só que não. Com a grana que você conseguir vendendo as peças, você deve guardar para comprar o que você realmente vai precisar. Mesmo que você consiga uma boa quantia, tenha um valor fixo, em mente, pra gastar com roupas a cada 3 meses. Nem mais nem menos. Pra não correr o risco de você comprar o que não precisa só porque tem dinheiro. Faça outros planos pra ele, longe do seu armário.
  • O que eu AMO –  Mantenha em mente a regra das 37 peças, mas não perca a flexibilidade de vista. Essa pilha também será triada de acordo com a paleta de cores que você selecionou. Fique apenas com as peças cujas cores e estampas funcionam bem juntas. Se ficar em dúvida coloque na pilha do NÃO SEI. Observe bem o que fica, e separe o que precisa de costura, tingimento, limpeza ou reparos. Faça o que e preciso, logo, ou procure alguém que possa te ajudar.
  • O que eu NÃO SEI – Ao final da separação do que fica e o que vai, essa pilha pode ficar mais fácil. Por isso deixe ela pro final. Se já houver muita coisa que você AMA, você vai se desapegar mais fácil. Caso você ainda tenha dúvidas a respeito de algumas peças, experimente-as. Se couberem, use a estratégia de guardá-las até a próxima estação, para ter noção se fazem falta ou não, ou até mesmo pra você viver o prazer do reencontro com algo que você gosta. Armários compartilhados também podem ajudar a desapegar e reavaliar.

Esse detox dá trabalho, pode ser doloroso, em alguns momentos, mas no final você sente uma sensação de liberdade e leveza indescritíveis. Dificilmente você voltará a acumular roupas que não usa, e vai se pegar fazendo combinações que nunca imaginou…. e depois de 3 meses, é só reavaliar se você usou tudo o que amava, guardar o que não vai usar na estação, e finalmente, comprar as peças que você tem certeza que precisa, mesmo que você pague mais caro. Compre coisas boas …e nesse caso, procure brechós, bazares, trocas, ou prestigie marcas nacionais comprometidas com a sustentabilidade, comércio justo e respeito aos animais e leis trabalhistas. Um bom site pra continuar se aprofundando no assunto é o Modifica. Tem boas dicas, informações e recomendações de marcas. Boa sorte e divirta-se!

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{Este post é produzido e compartilhado com *Fernanda Cortez e Luiza Sarmento | Menos Um Lixo.}

*Fernanda Cortez é comunicadora, sócia da 220 Ideias Transformadoras e cabeça por trás do Menos 1 Lixo, movimento e plataforma de consumo consciente que chama atenção das pessoas sobre o volume de lixo que produzem no dia a dia, focando na mudança de pequenos hábitos diários, como a substituição dos descartáveis pelos reutilizáveis.

*Luiza Sarmento é influenciadora digital do canal Mais Orgânica, é jornalista, designer em sustentabilidade e assina a coluna de sustentabilidade do programa sai do ar, na Rádio Globo.

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