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ENCONTRO DE MODA FRIOZINHO 18: Confira nossas Rodinhas por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 14.03.17

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Dia 6 de abril, o Encontro de Moda vem aí em novo formato, ainda mais saboroso e colaborativo, pra você.

Uma das novidades da vez, além de retornarmos ao histórico prédio do IED – Istituto Europeo di Design, é a nossa série de Rodinhas dinâmicas.

As inspirações e apostas da temporada daquele jeitinho multissensorial, com direito a trilha sonora e degustação olfativa, continuam e, na parte da tarde, das 14h às 17h, são coroadas com quatro Rodinhas mediadas por experts em assuntos que nos rodeiam e estão em pauta nesse momento.

Dá só uma olhada:

 

. Representatividade na Moda – Desconstruindo padrões e aproximando pessoas, com Carla Lemos

. Processos Criativos – Novos caminhos para expandir o seu potencial para a inovação, com Clarisa Biolchini

. Causas e Conexões Responsáveis – Como a sua existência e a da sua marca impactam o mundo?, com Daniela Reis

. #FeitoNoBrasil – Inspirações para o novo ciclo de valorização da nossa cadeia têxtil e de confecção, com Renata Abranchs

 

A metodologia das Rodinhas será costurada pela super Daniela Reis, do Yunus Social Business e Welight, e conta, ainda, com uma madrinha mais que especial, a AHLMA, marca nova e cheia de propósito que vem vindo aí pra revolucionar a maneira como pensamos e consumimos moda.

Abaixo, as bios dos mediadores:
CARLA_LEMOSCarla Lemos é blogueira e influenciadora digital, sócia fundadora do Modices. Desde 2007 é responsável pela curadoria e produção de conteúdo diário sobre moda, beleza, empoderamento e representatividade. Cursou as faculdades de Moda e Figurino em 2004 e Publicidade e Propaganda em 2007 na Universidade Estácio de Sá. Em 2012 ficou como segunda colocada no prêmio Melhor blog de moda do Brasil do Instituto Zuzu Angel. Em 2015 foi Blogueira de moda na novela Verdades Secretas – Gshow (Globo.com). Anteriormente atuou como Stylist freelancer, realizando produções de moda e consultoria de imagem para jornais, revistas, marcas de moda e atrizes. Carla tem especializações em Consultoria de Imagem e Marketing Digital.

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CLARISSA-BIOLCHINI-foto2Clarissa Biolchini é uma designer multi-task com experiência internacional. Formada em Design pela PUC-Rio com pós-graduações em História da Arte e Arquitetura pela mesma universidade e MBA pelo COPPEAD/UFRJ. Especialista em Design de Serviços e Experiência do usuário por meio da abordagem do Design Thinking, ela possui 25 anos de experiência em design, sendo 10 deles de experiência internacional em Paris, Amsterdam e Kuala Lumpur. Membro do conselho da Design & Emotion Society no Brasil, professora no curso de Graduação em Design na PUC-Rio e da pós graduação na FGV. Autora do prefácio e da edição brasileira do livro “Isto é Design Thinking de Serviços”, pela editora Bookman.

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Daniela Reis_small-0059Daniela Reis é ativista desde que se entende por gente. Já aos 7 anos transformou o brinquedo que ganhou de Natal, um aspirador de pó, em uma draga para fazer a limpeza do lago da pequena Lambari, MG. Depois de trabalhar nas áreas de comunicação e investimento social de grandes empresas brasileiras, decidiu que era hora de dar uma virada e ajudar a construir de perto esse mundo novo que via nascer. Tornou-se facilitadora de metodologias criativas, inovadoras e conectadas com o planeta, como o Dragon Dreaming e outras. Hoje, mora em Santa Catarina, onde participa ativamente em projetos que desencadeiam inovação nos processos produtivos e transformação social e ambiental. Representa a Yunus Negócios Sociais no estado, além de ser também parte da equipe da start up Welight e fundadora de uma rede de mobilização política local, a Minha Garopaba. Vem trabalhando nos últimos 3 anos com grupos diversos que querem ampliar sua contribuição para um mundo mais justo, igualitário e ambientalmente sustentável.

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renata1Renata Abranchs é formada em Belas Artes pela EBA/UFRJ e Estilismo pelo Senai Cetiqt. Em 1997, criou o Bureau de Estilo, que atende a centenas de empresas brasileiras da área de moda, por meio de pesquisas, consultorias de Estilo e Branding e treinamentos sob medida. Promove desde 2004 os Encontros de Moda, que já fazem parte do calendário nacional. É fundadora e mentora do RIOetc e co-autora de “A Carioca – Guia de Estilo para viver a Cidade Maravilhosa”. Carrega na bagagem, consultorias e projetos especiais com empresas como Leader, Maria Filó, Farm, Mercatto, AD, Grupo Hering, C&A, GNT, Lacoste, Adidas, Kalimo, Santa Constância, Berlan, TV Globo, entre outras. É co-fundadora do movimento #feitonobrasil , mentora da plataforma MALHA, e desde 2015, leciona na pós-graduação do Instituto Europeo di Design – IED Rio.

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Programação completa do Encontro de Moda Friozinho 18:
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Interessou? :)

As Rodinhas são pagas à parte. Cada participante tem direito a participar das 4 rodinhas. Confira os valores:

R$ 530,00: Palestra de inspirações pela manhã, com envio de comprovante até 04 de abril.

R$ 689,00: Palestra de inspirações pela manhã (R$ 530,00) + 4 Rodinhas à tarde (R$ 159,00), com envio do comprovante até o dia 04 de abril.

Também há a opção de participar apenas das Rodinhas. Sendo assim, o valor com envio do comprovante até 04 de abril é de R$ 159,00.

Obs: A partir de 3 pessoas da mesma empresa, oferecemos descontos.

Obs2.: Confira nossos descontos especiais entrando em contato conosco.

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Corre e se inscreve já. As vagas são limitadíssimas: (21) 2552-2254 / 2553-0551 ou manda um e-mail pra contato@renataabranchs.com.br

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PATROCÍNIO E CARINHO:

AMNI E CHT

MADRINHA DAS RODINHAS:

AHLMA

APOIO:

LOGOD

Carnaval de Rua do Rio 2017: Nossas Impressões por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 06.03.17

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O Carnaval de Rua é sempre uma inspiração pra nós do Bureau. Todo ano, a gente fica de anteninhas ligadas, afinal, além da festa contagiante, os blocos são espaços democráticos de resistência e crítica política e social. As vozes que ecoam das ruas durante os dias de folia são um retrato dos nossos tempos, refletindo comportamentos emergentes e tendências de estilo.

Vivemos um momento de extremo empoderamento das mulheres e das questões femininas. E é claro que as ruas não poderiam deixar de transmitir essa mensagem. Esse foi o carnaval dos adereços de bico de peito, muitos deles com símbolos de protesto. As tattoos temporárias e adesivos com mensagens de respeito às mulheres também estavam lá. A febre dos bodies e hot pants com pochete persistiu (já dura dois carnavais). E as meninas mais desprendidas continuaram a ir às ruas sem short e sem medo de exibir as belas e singulares “imperfeições” do corpo (ou com organzas cintilantes e telinhas transparentes por cima).

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Já a tendência das fantasias de sereia e unicórnio atingiu o seu limite máximo, dando adeus para todo o sempre (ninguém aguenta mais! hahaha)

Outra febre foi a do chicote metálico (sabe aquela peruca do Ponta de Lança de Maracatu?) servindo como suporte pros ombros, enfeitando cabeças e acessórios da galera mais descolada, que também aderiu à temática espacial, com motivos remetendo a estrelas e planetas, em bodies e tops metálicos acompanhados de kilos de glitter nos mesmos tons. ;)

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Obs: amamos acompanhar e seguir os passos da turma do @CarnaGeralda, um grupo de amig@s apaixonad@s por carnaval, com os cliques e as fantasias mais bacanudas, caprichadas no styling. Os bodies da @AlexiaHentsch também ganharam os nossos corações. Sem contar as fantasias feministas esplendorosas da @NegoçadaCarnaval, que a gente adora e já havia comentado lá no nosso Insta. <3

Um beijo, bom detox e até o próximo carnaval! ;)

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Bureau + Insecta <3 Comas por Insecta Shoes | Rio de Janeiro, 24.02.17

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A Comas é uma marca de upcycling que transforma camisas masculinas descartadas pela indústria em peças femininas. Tudo começou no Uruguai, mas se desenvolveu e se estabeleceu em solo brasileiro.

Agustina Comas é formada em Design Industrial com habilitação Têxtil e Moda no Uruguai. O contato com o Brasil aconteceu por meio do pai, que faz negócios no Brasil desde que Agustina era menina. Quando estava no último ano da faculdade, em 2003, conseguiu embarcar como imprensa para acompanhar a São Paulo Fashion Week.

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Foi nesse momento que ela decidiu que queria trabalhar, pelo menos por um tempo, na indústria de moda brasileira. Com a cidadania brasileira do pai, as coisas ficaram um pouco mais fáceis. Deu seus pulos, conseguiu o visto e veio tentar a sorte. Aterrissou no Brasil em 2004 no melhor lugar onde poderia estar na época: com Jum Nakao para um estágio durante a produção do famoso desfile “A Costura do Invisível”.

O estágio virou fixo e foram 4 anos com o famoso estilista. Quando Jum se afastou da Moda e estreitou o laço com as artes plásticas, Agustina foi junto e continuou como sua assistente. Em 2008, migrando do preto para o branco, Comas começou a sentir vontade de trabalhar na indústria grande, com gigantes do setor e no fast fashion.

Conseguiu uma vaga na 284, o braço jovem e com preços mais baratos da Daslu. Por esse caminho chegou na equipe da Daslu Homem, comandada por Lu Pimenta, o que Augustina chama de sua segunda grande escola, onde ficou por 5 anos.

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Mas sua primeira grande escola, a com Jum Nakao, não foi só de aprendizagem prática e técnica, foi inspiração para quebrar regras e um empurrão para Agustina pensar fora da caixa da Moda.  Em 2008, em paralelo ao seu trabalho na Daslu Homem, começou um projeto de upcycling em parceria com Ana Pires, uma colega de faculdade de Montevidéu.

Elas começaram o projeto com uma multimarcas da capital uruguaia e foi nesse momento que Agustina se viu diante dos desafios de desenvolver metodologias para trabalhar na criação de roupas a partir de roupas. “Começaram a surgir conceitos que eu utilizo até hoje como design por restrição, que é trabalhar o design dentro das limitações que o material e a peça que você está usando têm; conhecimento congelado, que é conservar as características iniciais industriais do produto na peça final como repertório de criação, e outras coisas que norteiam meu trabalho e minha pesquisa”, contou ela.

Em paralelo ao trabalho na Daslu, o projeto começou a rolar, vendendo peças de upcycling no Uruguai e no Brasil. Com uma fonte inesgotável de roupas descartadas pré-varejo – ou seja, roupas com falhas e defeitos, não aprovadas, que sofrem acidentes em lavanderias, etc – dentro da própria Daslu, Agustina começou a trabalhar muito com camisas masculinas também nesse projeto paralelo. A Comas já começava a tomar forma aí, mas ela nem imaginava.

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Ao sair da Daslu, em 2013, Agustina tinha certeza que queria trabalhar com projetos focados em sustentabilidade, só não sabia como. O caminho foi se desenhando até que ela decidiu que, o jeito mais fácil e que mais condizia com sua ideia de uma moda atemporal, era olhar para o masculino e, em específico, para a camisaria. Em 2014, com as ideias mais alinhadas, surgiu então a Comas.

Mas transformar roupas prontas em novas roupas, fazer grade e escalar é desafiador. Há muitas questões e uma delas é o fazer em si. Agustina explicou que dentro da Comas isso funciona em dois processos: criação e produção. Na criação, vem o design por restrição, imaginar formas e dar significado às peças. Depois vem o processo racional, de trabalhar modelagem, caimento, conforto, pensar em grade e criar uma “receita” que será reproduzida em cada lote de peças descartadas que aparece.

Antes disso, há a cadeia de fornecimento, ou seja, da onde virá esse material? A Comas trabalha com sobras e descarte da indústria, parte desse material a marca compra por preços mais acessíveis parte é doado pra ela, mas não há ainda um entendimento muito grande por parte da própria indústria e do varejo de que esse descarte pode virar algo novo, então rastrear e pegar esse material é bastante desafiador.

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O que facilita para Agustina são seus contatos dos antigos fornecedores da Daslu, mas a  grande vontade da estilista, porém, é trabalhar com  camisas masculinas sobras do varejo. Estoques que ficam, literalmente, mofando em galpões e dentro das confecções. “Falta as marcas entenderem que elas já amortizaram essa perda, que elas podem vender por um valor acessível para outra pessoa dar continuidade no processo”, explica ela.

A Comas vem ganhando visibilidade por meio também das parcerias. Trabalhou com a Básico, tem um relacionamento sério com a Japonique, esteve em foco no SPFW por conta da parceria com a estilista Fernanda Yamamoto, que levou o tecido Oricla, criado a partir de ourelas de tecidos para camisaria jeans, para a passarela, e também rolou Insecta Shoes e Comas no Inspiramais, onde os cabedais dos sapatos foram produzidos com os punhos das camisas.

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Olhando pra frente, o que Agustina quer é escalar para transformar a Comas em um negócio financeiramente sustentável e que seja capaz de realmente causar impacto na redução de resíduos têxteis. “Eu quero conseguir vender volumes maiores para poder fazer um impacto”, explica ela. “Nossa visão é eliminar o conceito de sobra na cadeia produtiva”.

Ela também quer fazer com que as fábricas disponham o material-descarte de alguma forma para que outras marcas possam utiliza-lo como matéria-prima de forma frequente e que possam criar seus negócios em cima disso de verdade. Pois é, o upcycling transformador da Comas tem a ver com roupa, mas, como podemos ver, vai muito além disso.

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{Este post é produzido e compartilhado com a Insecta Shoes pelo movimento #FeitoNoBrasil}

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