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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 22.11.17

1 – Greenwashing na Moda. O Modefica listou 5 maneiras pra não cair em propaganda enganosa:

Nos últimos anos, a sustentabilidade tem sido um assunto recorrente na Moda. Com os consumidores cada vez mais conscientes de suas escolhas, muitas marcas têm corrido pra se adequar a novos modelos de produção e consumo. Marcas de fast fashion têm realizado algumas ações pontuais, mas há quem critique bastante, entendendo que nesse tipo de indústria, de produção em massa, é praticamente impossível ser sustentável. Há quem diga, também, que não se pode ser 100% sustentável, mas um passo adiante já é alguma coisa. A maior parte das marcas da Nova Era já nasce com o discurso da sustentabilidade em pauta. Marcas ecofriendly, marcas veganas, compre-um-doe-outro, upcycling… São inúmeros os discursos. Mas até que ponto é verdade ou apenas oportunismo? Quando se trata de oportunismo, utiliza-se o termo greenwashing: “ação que empresas realizam para “maquiar” os seus produtos e tentar passar a ideia de que eles são ecoeficientes, ambientalmente corretos, provêm de processos sustentáveis, entre outros”. Por incrível que pareça, tem muita gente se aproveitando dessa onda. Mas e aí, como não se deixar levar por uma propaganda enganosa? O Modefica listou 5 maneiras pra não cair nessa. Clica aqui pra ler.

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.2 – Do lixo ao luxo:

A BISS é uma marca de acessórios espanhola com estética totalmente inspirada em peças ordinárias, dessas que se pode encontrar no lixo ou no chão da rua. Sacos de lixo de couro, tachinhas de mural, clipes de papel, moedas de 1 centavo, lacres de latinha de refrigerante. A inspiração vem toda daí com linguagem cool e atual. Crítica ao consumo? Um grande deboche? A gente já vem falando dessa onda por aqui, cuja maior inspiradora é a Vetements. Sente só! ;)

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.3 – Que tal jogar tênis em uma igreja do século XVI?

O artista americano Asad Raza subverte espaços, experiências e interações humanas. Em seu mais recente trabalho intitulado Untitled (plot for dialogue), ele recriou uma quadra de tênis dentro de uma igreja renascentista italiana, em Milão. A junção é improvável, mas linda! E os visitantes ali presentes não são meros expectadores! É possível interagir com a obra jogando uma partida de tênis com o auxílio de um treinador.
A igreja de San Paolo Converso foi desconsagrada por um decreto napoleônico no século XIX, mas sua arquitetura foi conservada, e atualmente, o local abriga um estúdio de arquitetura que sede o espaço para exposições e instalações de arte que dialoguem com história e a função simbólica do lugar. Se estiver por Milão, não perde essa experiência.

Isso tudo nos lembra o Kaos Temple (La Iglesia Skate), igreja abandonada na Espanha, que virou pista de skate e foi inteiramente grafitada pelo artista Okuda San Miguel. Quem aí lembra? ;)

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BUREAU + FÊ CORTEZ: Lixo no Céu | 5.2 Milhões de toneladas de lixo por ano por Fernanda Cortez - Menos Um Lixo | Rio de Janeiro, 14.09.17

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Na missão do #Menos1LixonaEstrada, a Fe Cortez fez o possível para evitar gerar lixo nos aeroportos e nos aviões. Levou o kit de viagem lixo zero, que inclui: marmita, garrafa térmica, copinho, talheres e canudinho reutilizáveis. Mais: caprichou nas receitas para as marmitas que a Alana Rox, do Diário de uma Vegana, publicou lá no stories do instagram do Menos 1 Lixo (em breve, vamos publicar o video completo e receitas no site – fiquem ligados!)

Mas o vôo entre São Paulo e Doha era muito, mas muito longo. Tão longo que acabou a comida da marmita e a Fe teve que fazer uma refeição de avião. Foi aí que puxou papo com uma das comissárias sobre o destino do lixo, e a resposta foi a seguinte: não existe separação de lixo, vai tudo para o mesmo lugar “porque não tem espaço para separar”.

Isso nos motivou a pesquisar sobre o assunto. E não é que a afirmação da comissária parece ser verdade para a maioria das companhias aéreas?

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O artigo “A rídicula história da comida do avião e porque tanto lixo vai parar nos aterros”, publicado pelo The Guardian no dia 1 de abril de 2017 aponta um número alarmante de 2016: 5.2 milhões de toneladas de lixo  foram geradas nas aeronaves.

E para onde foram? Aterros ou em locais para incineração. Esses dados são da International Air Transport Association (IATA), e a previsão é que o número dobre nos próximos 15 anos. Estão incluídos nesta soma o papel higiênico dos banheiros, as garrafas em miniatura de vinho da primeira classe, as sobras das marmitas, as marmitas que não são abertas e as escovas de dentes que ninguém usou – entre outras pequenas embalagens e pequenos itens típicos de viagem de avião.

As refeições nos aviões são a maior fonte geradora de lixo. Algumas companhias aéreas empreenderam esforços para a separação e destino do lixo gerado em suas aeronaves, como a TAM e a Alaskan Airlines, por exemplo.

Em outras pontas de responsabilidade com o lixo: temos a Iberia, que trabalha em um programa de experimentação para reduzir as embalagens; e a United Airlines, que adotou copos compostáveis de papel no ano passado, e a prática de doar os kits com itens de higiene, não utilizados, para pessoas em situação de risco social. Outra iniciativa bacana é da Quantas, que utiliza um envelope que, normalmente, seria empregado para receber doações para a caridade, para embalar os fones de ouvidos que são entregues durante o vôo.

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Agora, falando sobre os fones de ouvido, que acabam tendo a vida de útil de apenas 1 vôo, a única iniciativa de reciclagem que tivemos conhecimento foi a da Virgin: que recicla todas as partes dos fones de ouvido (inclusive a espuminha, que tem como destino o chão que pavimenta centros equestres).

O foco dos programas, além de maneiras de pensar em como reduzir as embalagens e destinar o lixo, também explora o emprego de talheres reutilizáveis e o uso de informações sobre os passageiros. Por exemplo: saber antecipadamente a preferência da refeição de um passageiro significa reduzir a quantidade de refeições desperdiçadas em um determinado vôo.

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Mesmo assim, por mais que as companhias aéreas ensaiem uma movimentação que está longe de ser o suficiente para reverter as projeções, ainda existe um longo caminho para percorrer.

Reverter esse quadro, como sempre, depende muito de nós e do poder do nosso bolso. Para não contribuir com esses números absurdos de geração de lixo dentro das aeronaves, que tal buscar conhecimento sobre a postura das empresas áreas que escolhemos? Que tal cobrar ações e resultados? E a regra dos Rs vale para quem viaja no céu também: antes de aceitar o fone de ouvido ou aquela bandeja de comida que você não está muito a fim, que tal repensar, reduzir, recusar?

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Transparência, um caminho sem volta por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 25.08.17

Nos últimos anos, vieram à tona diversos escândalos relacionados aos processos produtivos na Indústria da Moda. Esse jeito desenfreado de produzir a todo e a qualquer custo em prol dos lucros, atropelando valores éticos que dizem respeito ao ser humano e aos recursos do nosso planeta, já não é mais tolerado nos dias de hoje.

Sabemos que o trabalho escravo ainda é um problema sério na nossa Indústria. Essa semana, através do Instituto C&A, adoramos conhecer a história da Mércia Silva, diretora executiva do InPACTO, que  atua através de diferentes grupos, desenvolvendo ações coletivas que possam influenciar políticas públicas, além de sensibilizar, mobilizar e monitorar empresas associadas para que cumpram os compromissos assumidos em relação à erradicação do trabalho escravo, e uma série de outras frentes, sempre com o objetivo de promover a prevenção e erradicação deste tipo de trabalho nas cadeias produtivas.  O mundo precisa de mais mulheres como a Mércia, à frente de causas importantes como essa.

No nosso último Encontro de Moda, falamos sobre a chegada da Era de Saturno, ciclo que, segundo a astrologia, durará 36 anos, e será pautado pelo propósito, pela transparência, o fazer horizontal e o olhar para o próximo (o centro deixa de ser o “eu”, e passa a ser o “nós”, o mundo).

Essa Nova Era já começa a se refletir na Moda através desse novo olhar da representatividade, em campanhas e ações. E não só! As marcas que ultimamente têm sido mais admiradas e aclamadas, justamente, são aquelas que abraçam causas e movimentos que se conectam com seu público, comunicando isso de um jeito único e inovador, pois não se trata apenas de marketing, é legítimo. A Insecta Shoes, por exemplo, é uma delas: vegana, upcycling, sem gênero e transparente.Imagem3

Quem também faz o dever de casa com primor é a Nudie Jeans. Ao comprar uma peça de roupa no site da marca, é possível visualizar um mapa que retrata a origem de cada item da coleção.

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A Catarina Mina abre todos os custos de seu processo produtivo em seu site. Dessa maneira, o consumidor compreende melhor a importância de cada etapa na produção e passa a valorizar ainda mais o produto que está comprando.

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Outra iniciativa admirável de marcas como a Catarina Mina e a carioca low-profile Bossa Social,  é humanizar a produção, fotografando os processos, dando voz e protagonismo às costureiras que trabalham na confecção das peças. O consumidor se sente encantado quando entra em contato com a história de vida daqueles que estão por trás desse lindo fazer.

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Essas e outras iniciativas não só aproximam ainda mais as marcas de seus consumidores, como, também, fortalecem a reputação e os laços de confiança.

As marcas da Nova Era já nascem orientadas pela transparência. E, sem dúvidas, este é um caminho sem volta. Por mais que muitas delas ainda insistam em fechar os olhos pra este tipo de conduta, os consumidores que estão na ponta, pouco a pouco, começam a adquirir consciência de seu papel. As marcas que não despertarem serão naturalmente extintas, pois não haverá mais espaço pra quem não se conecta com algo durador, responsável e ético.

Anota aí! O nosso próximo encontro já tem data marcada. E o conteúdo vai estar recheado de marcas e iniciativas que se conectam com esse novo fazer, afinal, tudo isso é pura inspiração! Vai ser dia 27 de outubro, no IED Rio. Em breve, mais informações. <3

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