1 – Essa marca de toucas de banho:

Da série “Como transformar um item banal em algo cool”. Quem ainda não tem vontade de ter uma touca de banho, vai passar a ter graças à Shhhowercap. A marca é um bom exemplar de um movimento da nova era, que é o de nichos. Negócios que já nascem proprietários, especialistas no fazer de um determinado produto. Quando uma marca foca no desenvolvimento de um produto específico, a prática se aprimora e se torna mais relevante do que quando se é aberto um leque muito grande de opções, mas não há aprofundamento em nenhuma delas, certo? Isso é um grande desafio pra essa nova “geração hifenada”, conhecida por fazer de tudo um pouco. Acreditar, se especializar e desenvolver uma assinatura, independente da confecção ser de maneira artesanal ou escalonada, de certa forma, faz lembrar profissões do passado, especializadas no fazer com propriedade, como o sapateiro, a bordadeira, o chapeleiro…

A Shhhowercap não só tem um design bacana (inspirado na forma de um turbante), mas, também, possui tecnologia à prova d´água e com propriedades antibactericidas, sem contar que a forma de se comunicar é original, divertida e atual. ;)

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2 – Precisamos falar sobre mulheres imigrantes na costura:

O Modefica lançou uma reportagem digna de prêmio (!), dedicada a entender as motivações, lutas e desafios das mulheres imigrantes, principalmente bolivianas, que trabalham nas confecções paulistas. Muitas delas vêm ao Brasil pela questão financeira, mas, está aumentando, também a quantidade que foge da violência doméstica. Chegando aqui, nem sempre as coisas mudam. Uma série de fatores afeta a integração dessas mulheres na sociedade. O custo e a burocracia de documentos de regularização, a falta de conhecimento da legislação brasileira e as barreiras do idioma acabam deixando essas imigrantes suscetíveis à violência e à exploração, inclusive, dos próprios maridos. Mas a situação, apesar de muitos obstáculos, começa a tomar novos rumos com a organização dessas mulheres em movimentos de resistência. Entenda qual o seu papel de atuação na cartilha especial sobre como se engajar a respeito. Afinal, como representantes da Indústria da Moda, precisamos agir também.

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3 – VHS? Nunca diga nunca…

Em 2014, a rede de lojas da Blockbuster anunciou o fim de suas atividades, afinal, com o streaming online em plataformas como a Netflix, o ato de alugar filmes se tornou obsoleto, né? De fato, existem colecionadores de VHS, assim como colecionadores de vinil, DVD, CD e uma infinidade de outras coisas. A gente tem observado um retorno dos discos de vinil movimentando o mercado com novas prensagens e vitrolas repaginadas. Levando isso consideração, pode até ser que as fitas VHS se tornem cool e retornem algum dia, né? (É aquele ditado: “nunca diga nunca”. Lembra da pochete?). Por enquanto, isso parece bem distante da nossa realidade, mas não pra um grupo de fãs sobreviventes, órfãos da Blockbuster, que criou um perfil hilário no Twitter intitulado “The Last Blockbuster”, com mais de 200 mil seguidores (!). Assumidamente “anti-Netflix”, alguns tweets parecem perdidos no tempo e no espaço da década de 90. Vale a pena conferir pra dar umas risadas.

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“O Netflix nem tem lojas”

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“Hoje, estamos oferecendo 25% de desconto em todos os nossos vídeos se vocês forem um casal. É preciso trazer a sua certidão de casamento ou dar um beijo de boca aberta na nossa frente”

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“Houve uma época, nos anos 90, em que ser visto dentro de uma Blockbuster era considerado um símbolo de status”

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“A gente te ajudou durante a sua infância, o mínimo que você poderia fazer é alugar Minority Report de vez em quando”

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