Produzindo com propósito; falando sobre conteúdo digital

Que a sua marca precisa estar presente no mundo digital, você já sabe. Afinal, as marcas que não estão provavelmente optaram por isso por uma questão filosófica (de posicionamento) ou por despreparo. Porém, não basta apenas estar, é preciso ter voz ativa, tomar conta do seu espaço.

Tem muita marca produzindo conteúdo sem propósito apenas por produzir, porque “precisa”, sem entender onde é de fato o seu lugar no mundo digital e pior: sem curtir esse maravilhoso processo de criação! A internet é uma ferramenta poderosa e se você não consegue os resultados desejados, é porque provavelmente não está se dedicando com a seriedade que o assunto merece. É fundamental entender porque as pessoas gostam da sua marca, para replicar essas particularidades no conteúdo digital.

Quando paramos pra analisar uma história de sucesso, rapidamente notamos que o conteúdo autêntico, que realmente reflete os valores da marca em questão, foi um fator significativo em sua jornada. E é bonito de ver quando o conteúdo produzido por uma empresa engrandece um universo já existente, contribuindo pra uma cultura com seu toque especial. Um ótimo exemplo brazuca pra citar é a AHLMA, que recentemente viu uma ótima oportunidade de cativar um público interessado em misticismo e na astrologia que só cresce nas redes sociais (e, claro, que tem tudo a ver com a sua essência). A marca criou a eclipse, uma coleção focada nessa temática com sua linguagem despojada e bem-humorada — e não parou por aí. Em seu Instagram, as estampas viraram frases de efeito compartilháveis e alguns posts trazem indicações de perfis de jovens profissionais desse mercado pra seguir e ficar de olho.

Se você tem uma equipe de marketing engajada e conectada com o propósito e os valores da sua marca, já é meio caminho andado. Afinal, no mercado de hoje, será que alguém ainda quer um estrategista que não acredite naquilo que está colocando pro mundo? Com autenticidade, a criação flui naturalmente e isso vale também pra comunicação.

Você não precisa estar em todos os lugares, você precisa estar no lugar certo.

Por exemplo, se você pensa que o Snapchat chegou ao fim, engana-se. Se a sua marca é voltada para o público adolescente, ainda é uma rede para se estar. Você já se questionou onde o seu público está na internet, qual o formato que ele mais curte consumir ou se vale a pena o investimento em uma rede na qual talvez seu público tenha que ser atraído pra lá? Só através de uma grande imersão e pesquisa você terá essas respostas e é bem provável que sejam surpreendentes. O Pinterest, por exemplo, é uma rede promissora que inclusive reverte em vendas quando direcionada ao público certo. E quem sabe o ideal não seria se unir a um creator nativo do YouTube, pra que ele produza um conteúdo em colaboração com a sua marca, no lugar de criar uma conta por lá? Não tem receita de bolo, mas tem que pensar com estratégia!

É muito comum, com o nascimento de uma nova rede ou com o estouro de sucesso de outra, marcas correrem pra marcar sua presença em toda e qualquer plataforma digital. Há um tempo atrás,  marcas de quase todos os segmentos foram obrigadas a ter um blog. Simplesmente porque estávamos na “era do blog” e programadores, inclusive, indicavam como uma prescrição médica milagrosa. A indicação era rechear os posts de texto (muitas vezes, mal formulados ou vagos) com palavras-chave para o site aparecer cada vez mais nos mecanismos de busca. O resultado? Diversas marcas com blogs mal alimentados e textos genéricos, atualizados por pura obrigação e periodicidade zero. Um dos poucos blogs de sucesso foi o aclamado adoro!, da FARM, que se tornou visita obrigatória das cariocas e resiste até hoje. Isso se deu porque o conteúdo é de fato aprofundado, bonito de ver e feito com muita dedicação. Um verdadeiro portal para a menina FARM, que se enxerga naquele universo.

Recentemente, tivemos o mesmo exemplo com o YouTube. Nos últimos anos, ao sentirmos a explosão do vídeo como a mais nova ferramenta eficaz de comunicação, nos deparamos com diversos planos mirabolantes de marcas querendo se fazer presentes por lá. A oportunidade foi vista como uma mina de ouro. Porém, poucas se prepararam para o que seria necessário. O público do YouTube está acostumado a consumir conteúdo novo, interativo e autêntico pelo menos 2 vezes por semana. Conteúdo esse que requer uma produção de alto custo (principalmente se existe a preocupação com a qualidade do material audiovisual). Não é simplesmente fazer uma conta e alimentar com um vídeo aqui e outro lá.

Conteúdo requer investimento de tempo e muita dedicação. E o resultado é a médio e longo prazo, afinal, nem toda marca nasceu para ser viral. E talvez esse seja o caso da sua.

É possível ser muito feliz e realizado produzindo conteúdo relevante pra sua marca para além da obrigação, pois esse conteúdo tem o potencial de se transformar em mais um serviço; um produto intangível diretamente conectado ao estilo de vida. Inclusive, a satisfação e o retorno podem ser tão grandes quanto aos da entrega do produto físico pois, quando se chega a esse ponto, é porque a sua marca conseguiu não só cativar através do plano material, mas também através da alma. ;)

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Carol Lancelloti

Carol Lancelloti

Carioca, formada em Moda, criativa em essência e comunicadora. Capricorniana com ascendente em Touro, abraça o mundo e faz de tudo um pouco: é fotógrafa mas também escreve, captura e edita, realiza e sonha. Bailarina e crazy cat lady nas horas vagas.

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