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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 05.09.17

1 – Como é ser imigrante e negro no Brasil:

Dizem por aí que o brasileiro é o povo mais receptivo do mundo. Pois é, dizem… Mas na realidade não é bem assim. O Brasil é um país maciçamente formado por imigrantes dos quatro cantos do mundo, mas tem se revelado extremamente preconceituoso com aqueles que estão desembarcando por aqui recentemente. Será que esquecemos das nossas origens, dos nossos antepassados? O Quebrando o Tabu fez um vídeo muito bacana, dando voz a imigrantes angolanos que vivem no Brasil. Aqui, você pode entender um pouco melhor o que se passa na pele deles e as dificuldades que enfrentam no dia a dia sendo imigrantes e negros.

“Todo ser humano, uma vez na vida, deveria experimentar ser estrangeiro. Você aprende, realmente, o que é que a vida significa.”

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2 – Peraí, dá pra imprimir Gif? Dá sim:

Já pensou em imprimir fotos “vivas? Pois é! Já existe uma câmera que faz isso, combinando Instagram, Polaroid e Gif animado. A Instagif NextStep, uma invenção de Abhishek Singh, permite capturar e eternizar momentos únicos em movimento. É possível imprimi-los na hora! O mais legal é que o processo de construção da câmera foi todo documentado online por seu criador, onde ele também disponibilizou todos os arquivos de design e códigos pra que você mesm@ possa montar a sua câmera, caso tenha habilidade pra isso. No nosso caso, o jeito é esperar o lançamento no mercado mesmo. ;)

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3 – Essa marca de “sabonetes”:

Marcas de sabonete? Existem várias por aí… Mas não como essa! “Sabonetes” entre aspas, porque é muito mais que isso. São objetos de design. A marca francesa Seem Soap é um estúdio criativo que dá nova cara a objetos cotidianos que muitas vezes parecem banais, desenvolvendo-os de maneira única e extraordinária, com design pra lá de bacanudo. Os sabonetes naturais prismáticos são um belo exemplo. Parecem pedras preciosas. Dá até pena de usar… Mas a ideia é que ao derreter, conforme forem sendo usados, eles possam tomar nova forma, sendo naturalmente esculpidos pela mão de quem usa. Não é demais?! Já falamos por aqui desse movimento de marcas da nova era que já nascem proprietárias, especialistas em um fazer nichado. Lembra da marca de toucas de banho? 

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Saiba como foi o nosso primeiro Journey NY Trends por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 22.06.17

No final de maio, nossa Rê Abranchs embarcou pra Nova York com a turma da MALHA pra dar o primeiro curso de Coolhunting do projeto Journey NY Trends. Ao lado dos feras e incansáveis André Carvalhal, Herman Bessler e Letícia Magalhães, mergulhamos no coração da contracultura e das tendências mundiais pra uma jornada encantadora, desbravando as iniciativas, projetos, pessoas e lugares mais criativos e pulsantes da cidade.

A turma que participou do curso, ao final de 15 dias intensos, saiu completamente extasiada dessa grande vivência, cheia de ideias, inspirações, insights pra inovação, novas ferramentas e métodos de Coolhunting. O curso contou com muitas horas práticas, o que possibilitou aos participantes colocar em prática todo o aprendizado adquirido e diversos encontros com uma galera que ja tá cruzando a ponte pra Nova Era. Entre os pontos altos da viagem: o bate-papo  com os headers de pesquisa da TrendWatching, uma das maiores agências de tendências do mundo; o almoço no Roberta’s com criativos que estão mudando a cena novaiorquina nos mais diferentes campos; a visita ao Knickerbocker, espaço maker no Brooklyn com o propósito de trazer a produção de Moda de volta para os EUA de forma ética e colaborativa; o bate-papo com a doce Juliana Leandra da Dream Box, laboratório criativo que faz conceituação, curadoria e produção de projetos de arte. A Ju nos levou pra fazer um tour pelas galerias de arte mais legais da cidade; visita ao Brooklyn Brush Studios, espaço que junta ateliês de Arte, escritórios e ambientes criativos; bate-papo com a Julia Brandão, artista brasileira que trabalha com reutilização das próprias roupas e peças de brechó e visita ao Brooklyn Grange, um terraço com a maior horta urbana comunitária do mundo.

O resultado disso tudo será materializado em um grande Trend Report com as novas direções do planeta nas Artes, Moda, Tech, Cultura, Economia, Educação e Política. O melhor de tudo: será de gratuito pra você! Em breve, a gente te conta onde baixar esse conteúdo lindo. ;)

Se você não conseguiu participar dessa edição e tem muita vontade de viajar com a gente, vamos te contar um segredo: em setembro/outubro tem mais! \o/ Iuhuuu! Tá interessad@?! Manda um e-mail pra hello@yourjourney.cc

Caso você queira uma vivência de Coolhunting brazuca sob medida pra sua empresa, é só entrar em contato com a gente. Liga pra cá (21) 2552-2254/ 2553-0551 ou manda um e-mail pra contato@renataabranchs.com.br

Enquanto isso, vem sentir como foi essa jornada nos cliques do Bruno Bezerra:

BUREAU + ABSOLEM: A economia das economias por absolem | Rio de Janeiro, 19.10.16

Porque a atenção é valiosa em nosso sistema de valores

A Google está desenvolvendo um carro que dirige sozinho. A Apple também tem um projeto de software em desenvolvimento para revolucionar a experiência de estar em um carro. Mas o que duas empresas de tecnologia querem com o mercado de automóveis? Nada. Elas querem o tempo das pessoas paradas em engarrafamentos ou dirigindo, curtas ou longas distâncias, porque são considerados como reservas desconhecidas de algo muito valioso hoje em dia: atenção.

Se sua viagem diária pro trabalho não for atrapalhada por coisas como prestar atenção em outros carros, nas vias e pedestres que as atravessam, você terá muito mais tempo pra pesquisar e consumir conteúdo. Todos bem recheados de anúncios, é claro.

Antes, diziam que “tempo é dinheiro”. Hoje, dizem que tempo é mais precioso que dinheiro. Dinheiro se recupera. Tempo, não.

A natureza finita do tempo está tornando tudo muito mais competitivo.

Mas sempre foi assim. O que aconteceu foi uma tomada de consciência muito positiva, por sinal. Que bom que essa ideia que tempo vale mais do que dinheiro ganha cada vez mais “adeptos”.

As mídias impressas sempre tiveram a preocupação de criar conteúdo relevante pra leitores, buscando a atenção deles enquanto vendiam espaços publicitários para que periódicos fossem prósperos (o que é um direito de todos). Jornais e revistas antigos já faziam isso, e hoje buscam estender esses espaços para as telas que nos acompanham durante o dia. Porém, na migração pro espaço virtual, que supostamente seria um terreno mais livre de anúncios, nossa atenção seguiu sendo muito desejada para marcas. Na verdade, elas sempre batalharam, e ainda batalham, pra descobrir e formular táticas para captar um joinha naqueles preciosos segundos que se rola pra baixo na timeline da rede social mais frequentada. Hoje, grande parte do valor que as redes faturam com anúncios é destinada para garantir que anunciantes vejam resultados de impressões, cliques e conversões de venda. Mas, é cada vez mais claro que esses números nem sempre representam um resultado positivo ou concreto, que seja.

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Atenção para os algorítimos

O modelo de popularidade que os famosos algorítimos fomentam, sugerindo posts que fogem da ordem cronológica, tem um único objetivo: fazer com que você permaneça mais tempo ali. Com essa fórmula “mágica”, quanto mais tempo as pessoas passam em redes sociais, mais frequentemente eles vão conseguir veicular anúncios pra você nos intervalos (de posts de seus familiares, amigos, colegas, conhecidos).

Telas, de computadores ou telefones, se transformaram na principal fonte de informação para muitas pessoas. Com isso, existe uma constante e massiva quantidade de mídia chegando até nós. Bem mais que em jornais e revista, bem mais que em mídias de rua (já abolidas em algumas cidades, como São Paulo, por exemplo).

E produtos se tornam cada vez mais persuasivos. Facebook, Instagram, Twitter e YouTube têm o mesmo objetivo: se tornar indispensáveis na vida das pessoas. E na briga pela nossa atenção, estes serviços competem com exercícios físicos, estudos, interação com nossos filhos, entre outras atividades de lazer.

A principal moeda da internet, hoje, é a sua atenção.

Hoje, a maioria das coisas que descobrimos online são administradas por sistemas de recomendação, que estão intrinsecamente inseridos em aplicativos e redes sociais. Desde o algorítimo do Google (a maior ferramenta de recomendação que existe) até o feed do Facebook, recomendações de filmes vindos do Netflix ou livros na Amazon também.

1-3vw8ry5hbbsilg2mhupsogQuando há uma briga, pessoas se machucam. Frequentar ambientes virtuais que querem cada vez mais o seu tempo, a qualquer custo, resulta em um alcance cada vez mais estreito de opinião e perspectiva, apesar de uma vastidão de informação disponível online. Isso destrói a sua atenção imediata, ao invés de focar a sua satisfação e benefícios a longo prazo.

Existem alguns estudos, como esse pela Science, que confirmam que de acordo com grupos específicos escolhidos pelo Facebook de pessoas que são engajadas politicamente, por exemplo, o algorítimo suprime diversidade no conteúdo que elas veem em suas timelines. Mostrando apenas conteúdo considerados de acordo com a sua visão e, assim, “merecedores de sua atenção”, esses sistemas não correm o risco de perder você. Se tudo ali é lindo, você vai ficar. Se você for questionado ou confrontado, a tendência é que você saia. Isso faz com que cada vez mais, as pessoas permaneçam, não questionem e um número maior de pessoas comece a ter a convicção de que seus sistemas de crenças, valores e visão de mundo são sempre corretos e incontestáveis. Vejam o perigo.

E o contrário também é provado! No longo prazo, pessoas ficam mais satisfeitas com recomendações diversificadas, sendo expostas à uma variedade maior de conteúdo e, consequentemente, criando uma experiência de serendipidade — descobrindo coisas que não buscavam. Ao mostrar conteúdo que vai além de popularidade, se atinge metas maiores, como estímulos mentais e motivação intrínseca (ambos resultados de períodos com foco proporcionados também pela meditação).

Descobrir publicações e autores não deve ser motivado apenas por popularidade ou pelo comportamento de pessoas no passado. Qualidade no conteúdo, benefícios mentais e diversidade são ingredientes essenciais também.

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Resultados (até aqui)

Em troca de um serviço gratuito que nos conecta aos nossos amigos, damos nosso tempo. E ainda fornecemos dados importantes de nossa navegação, que é monitorada clique a clique. Essa estrutura me parece exploradora e, por isso, insustentável. Além disso, estamos nivelando por muito baixo nossa experiência na web, que poderia ser muito melhor. Por fim, muitas vezes somos induzidos por cliques e acabamos consumindo conteúdo de qualidade bem baixa.

Um dado assustador é que, em média, um adolescente passa mais de quarenta horas por semana na frente de uma tela. E isso é o triplo do que acontecia há dez anos atrás. Independente de você acreditar que isso é bom ou ruim, centenas de milhões de jovens estão passando quase trinta por cento de seu tempo acordados em frente à uma tela. As consequências podem ser muitas, com impacto direto nas nossas relações familiares ou de trabalho, nossas aspirações e ansiedades, nossas escolhas políticas e, essencialmente, no nosso entendimento da realidade e finalmente, em nossas crenças espirituais.

O tempo que estamos perdendo é o tempo de nossas vidas.

 absolem
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Para transformar

Primeiro, precisamos refletir se as pessoas estão desatentas ou acomodadas. Caso estejam desatentas, como se fazer perceber e depois ser lembrado? Difícil, porém possível. Assim como a atenção sempre foi importante, outras coisas também continuam iguais. A essência da marca, ou sua energia, segue sendo algo que vai conectar sua marca às pessoas. Descobrir e comunicar essa energia da forma mais clara e verdadeira possível, é imprescindível. Caso as pessoas estejam acomodadas, você pode investir algum esforço para tirá-las desta postura. Isso pode ser mais trabalhoso, mas talvez seja mais compensador, já que entregar um propósito para quem ainda não encontrou o seu é algo bem valioso.Também vale usar as redes para incentivar mais experiências presenciais, em grupos ou até mesmo individuais. As redes que não usam algorítimos são poucas, mas existem. Diminuir a frequência de uso (ou sair mesmo) do Facebook, por exemplo, e alternar com outras redes para pesquisar conteúdo também é muito válido. Eu comecei deletando os Apps de algumas redes no celular, por exemplo, e isso já me mantém mais tempo com a cabeça erguida na rua, com a atenção fora da tela. Mas, pra mim, o ideal é exercitar a atenção pela meditação, que deveria ser a real economia da atenção.

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{Este post é produzido e compartilhado com *absolem}
*absolem é um coletivo carioca focado em branding, criação de conteúdo e comunicação. Nossa principal busca é a Energia da Marca.

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