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BUREAU + ABSOLEM: A economia das economias por absolem | Rio de Janeiro, 19.10.16

Porque a atenção é valiosa em nosso sistema de valores

A Google está desenvolvendo um carro que dirige sozinho. A Apple também tem um projeto de software em desenvolvimento para revolucionar a experiência de estar em um carro. Mas o que duas empresas de tecnologia querem com o mercado de automóveis? Nada. Elas querem o tempo das pessoas paradas em engarrafamentos ou dirigindo, curtas ou longas distâncias, porque são considerados como reservas desconhecidas de algo muito valioso hoje em dia: atenção.

Se sua viagem diária pro trabalho não for atrapalhada por coisas como prestar atenção em outros carros, nas vias e pedestres que as atravessam, você terá muito mais tempo pra pesquisar e consumir conteúdo. Todos bem recheados de anúncios, é claro.

Antes, diziam que “tempo é dinheiro”. Hoje, dizem que tempo é mais precioso que dinheiro. Dinheiro se recupera. Tempo, não.

A natureza finita do tempo está tornando tudo muito mais competitivo.

Mas sempre foi assim. O que aconteceu foi uma tomada de consciência muito positiva, por sinal. Que bom que essa ideia que tempo vale mais do que dinheiro ganha cada vez mais “adeptos”.

As mídias impressas sempre tiveram a preocupação de criar conteúdo relevante pra leitores, buscando a atenção deles enquanto vendiam espaços publicitários para que periódicos fossem prósperos (o que é um direito de todos). Jornais e revistas antigos já faziam isso, e hoje buscam estender esses espaços para as telas que nos acompanham durante o dia. Porém, na migração pro espaço virtual, que supostamente seria um terreno mais livre de anúncios, nossa atenção seguiu sendo muito desejada para marcas. Na verdade, elas sempre batalharam, e ainda batalham, pra descobrir e formular táticas para captar um joinha naqueles preciosos segundos que se rola pra baixo na timeline da rede social mais frequentada. Hoje, grande parte do valor que as redes faturam com anúncios é destinada para garantir que anunciantes vejam resultados de impressões, cliques e conversões de venda. Mas, é cada vez mais claro que esses números nem sempre representam um resultado positivo ou concreto, que seja.

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Atenção para os algorítimos

O modelo de popularidade que os famosos algorítimos fomentam, sugerindo posts que fogem da ordem cronológica, tem um único objetivo: fazer com que você permaneça mais tempo ali. Com essa fórmula “mágica”, quanto mais tempo as pessoas passam em redes sociais, mais frequentemente eles vão conseguir veicular anúncios pra você nos intervalos (de posts de seus familiares, amigos, colegas, conhecidos).

Telas, de computadores ou telefones, se transformaram na principal fonte de informação para muitas pessoas. Com isso, existe uma constante e massiva quantidade de mídia chegando até nós. Bem mais que em jornais e revista, bem mais que em mídias de rua (já abolidas em algumas cidades, como São Paulo, por exemplo).

E produtos se tornam cada vez mais persuasivos. Facebook, Instagram, Twitter e YouTube têm o mesmo objetivo: se tornar indispensáveis na vida das pessoas. E na briga pela nossa atenção, estes serviços competem com exercícios físicos, estudos, interação com nossos filhos, entre outras atividades de lazer.

A principal moeda da internet, hoje, é a sua atenção.

Hoje, a maioria das coisas que descobrimos online são administradas por sistemas de recomendação, que estão intrinsecamente inseridos em aplicativos e redes sociais. Desde o algorítimo do Google (a maior ferramenta de recomendação que existe) até o feed do Facebook, recomendações de filmes vindos do Netflix ou livros na Amazon também.

1-3vw8ry5hbbsilg2mhupsogQuando há uma briga, pessoas se machucam. Frequentar ambientes virtuais que querem cada vez mais o seu tempo, a qualquer custo, resulta em um alcance cada vez mais estreito de opinião e perspectiva, apesar de uma vastidão de informação disponível online. Isso destrói a sua atenção imediata, ao invés de focar a sua satisfação e benefícios a longo prazo.

Existem alguns estudos, como esse pela Science, que confirmam que de acordo com grupos específicos escolhidos pelo Facebook de pessoas que são engajadas politicamente, por exemplo, o algorítimo suprime diversidade no conteúdo que elas veem em suas timelines. Mostrando apenas conteúdo considerados de acordo com a sua visão e, assim, “merecedores de sua atenção”, esses sistemas não correm o risco de perder você. Se tudo ali é lindo, você vai ficar. Se você for questionado ou confrontado, a tendência é que você saia. Isso faz com que cada vez mais, as pessoas permaneçam, não questionem e um número maior de pessoas comece a ter a convicção de que seus sistemas de crenças, valores e visão de mundo são sempre corretos e incontestáveis. Vejam o perigo.

E o contrário também é provado! No longo prazo, pessoas ficam mais satisfeitas com recomendações diversificadas, sendo expostas à uma variedade maior de conteúdo e, consequentemente, criando uma experiência de serendipidade — descobrindo coisas que não buscavam. Ao mostrar conteúdo que vai além de popularidade, se atinge metas maiores, como estímulos mentais e motivação intrínseca (ambos resultados de períodos com foco proporcionados também pela meditação).

Descobrir publicações e autores não deve ser motivado apenas por popularidade ou pelo comportamento de pessoas no passado. Qualidade no conteúdo, benefícios mentais e diversidade são ingredientes essenciais também.

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Resultados (até aqui)

Em troca de um serviço gratuito que nos conecta aos nossos amigos, damos nosso tempo. E ainda fornecemos dados importantes de nossa navegação, que é monitorada clique a clique. Essa estrutura me parece exploradora e, por isso, insustentável. Além disso, estamos nivelando por muito baixo nossa experiência na web, que poderia ser muito melhor. Por fim, muitas vezes somos induzidos por cliques e acabamos consumindo conteúdo de qualidade bem baixa.

Um dado assustador é que, em média, um adolescente passa mais de quarenta horas por semana na frente de uma tela. E isso é o triplo do que acontecia há dez anos atrás. Independente de você acreditar que isso é bom ou ruim, centenas de milhões de jovens estão passando quase trinta por cento de seu tempo acordados em frente à uma tela. As consequências podem ser muitas, com impacto direto nas nossas relações familiares ou de trabalho, nossas aspirações e ansiedades, nossas escolhas políticas e, essencialmente, no nosso entendimento da realidade e finalmente, em nossas crenças espirituais.

O tempo que estamos perdendo é o tempo de nossas vidas.

 absolem
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Para transformar

Primeiro, precisamos refletir se as pessoas estão desatentas ou acomodadas. Caso estejam desatentas, como se fazer perceber e depois ser lembrado? Difícil, porém possível. Assim como a atenção sempre foi importante, outras coisas também continuam iguais. A essência da marca, ou sua energia, segue sendo algo que vai conectar sua marca às pessoas. Descobrir e comunicar essa energia da forma mais clara e verdadeira possível, é imprescindível. Caso as pessoas estejam acomodadas, você pode investir algum esforço para tirá-las desta postura. Isso pode ser mais trabalhoso, mas talvez seja mais compensador, já que entregar um propósito para quem ainda não encontrou o seu é algo bem valioso.Também vale usar as redes para incentivar mais experiências presenciais, em grupos ou até mesmo individuais. As redes que não usam algorítimos são poucas, mas existem. Diminuir a frequência de uso (ou sair mesmo) do Facebook, por exemplo, e alternar com outras redes para pesquisar conteúdo também é muito válido. Eu comecei deletando os Apps de algumas redes no celular, por exemplo, e isso já me mantém mais tempo com a cabeça erguida na rua, com a atenção fora da tela. Mas, pra mim, o ideal é exercitar a atenção pela meditação, que deveria ser a real economia da atenção.

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{Este post é produzido e compartilhado com *absolem}
*absolem é um coletivo carioca focado em branding, criação de conteúdo e comunicação. Nossa principal busca é a Energia da Marca.

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BUREAU + ABSOLEM: A era dos Influenciadores Digitais por absolem | Rio de Janeiro, 18.04.16

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Você com certeza já ouviu o termo por aí. Mas o que isso significa, exatamente? E como lidar com essa nova postura de pessoas que se colocam no mesmo patamar de importância da sua marca? Como aceitar que eles também criam cultura? Veja bem, nada está perdido. Os digital influencers são uma evolução natural da nossa sociedade. E eles vieram para somar.

Já foi a época em que um formador de opinião era peça rara. Em um passado não muito distante, os influenciadores eram “poucos e bons” – e muitos deles sugeridos pelo cinema ou pela TV, quase como uma ditadura. Com o avanço da tecnologia e da internet – e com o acesso à informação – qualquer indivíduo “comum” tem potencial de se tornar um formador de opinião, ou uma “celebridade”. Hoje, quem melhor define o sucesso de um grande formador de opinião não é mais a mídia, mas sim o público.

A era da comunicação digital nos tornou iguais diante de muitas possibilidades da internet, mas ao mesmo tempo, enfatizou as diferenças, dando espaço para todo o tipo de cultura, filosofia ou opinião, unindo grupos de pessoas que pensam de forma parecida, ou têm paixões em comum. Usuários não são números, são pessoas únicas, com gostos e preferências particulares. E elas não cabem mais numa definição simples ou numa fórmula resumida. O mundo está muito plural para isso.

Mas o que faz uma pessoa virar um fenômeno? Há quem diga que é uma combinação de carisma, autenticidade e conteúdo criado com paixão. E claro, estar na rede social certa, no timming certo. Mas ainda é cedo pra ter uma resposta concreta. Nosso único erro é pensar que hoje existem muito mais “gênios”, quando na verdade, pessoas criativas e inovadoras sempre existiram. A diferença é que as plataformas de comunicação se multiplicaram. E há lugar pra todo mundo.

De empreendedor para empreendedor

É preciso encarar o assunto com maturidade e já não funciona mais uma simples troca de favores entre marcas e influencers. Porque a verdade é que a sua marca precisa deles tanto quanto eles precisam das marcas que admiram. Jovens criadores e empreendedores têm investido em seu conteúdo desde antes de saberem o quão relevantes se tornariam. Muitos deles batalharam por anos e hoje não querem ser meros parceiros ou trocar seu trabalho por presentes. Eles já sabem que o que construíram tem valor. E encaram isso como uma profissão.

É claro que ser um formador de opinião e produtor de conteúdo requer seriedade e comprometimento, como qualquer outro trabalho. Porém, da mesma forma que aconteceu com o hype da “profissão blogueira”, hoje em dia há quem se intitule influencer sem realmente ter a consistência necessária, ou produzir de fato um conteúdo original. Existe também muita gente comprando seguidor, ou se vendendo a troco de nada. Pior: há quem não pense na responsabilidade que tem ao se comunicar com seu público. Aqui vale citar o caso polêmico de Gabriela Pugliesi, que incentivou suas seguidoras a mandarem nudes para as amigas. De acordo com a própria, foi “apenas uma brincadeira”. Mas considerando que Pugliesi é seguida por muitas meninas menores de idade, a brincadeira não foi lá tão bem aceita, causando revolta na web.

Deslizes à parte, aqueles que realmente se propõem a levar seu poder de influência como profissão são transparentes e profissionais. Os que querem apenas a “fama pela fama” acabam sendo motivo de piada, como no vídeo “Pagamento”, produzido pelo Porta dos Fundos:

Visão: o digital influencer ideal para sua marca

É possível distinguir quem faz um trabalho bacana fazendo uma pesquisa, observando o comportamento nas redes sociais, ou simplesmente requisitando um mídia kit. Sim, muitos dos digital influencers já possuem um mídia kit que contém valores que vão de vídeos produzidos especialmente para o YouTube, até apenas uma menção da sua marca em um post. E não se engane: os influencers são exigentes e nem sempre aceitam fazer negócio com marcas com as quais não se identificam — o que ao meu ver, é uma postura bastante coerente. Mas há exceções.

Tudo depende de suas prioridades como marca. Se o intuito é aparecer momentaneamente e aumentar rapidamente seu número de seguidores sem tanto planejamento estratégico, talvez uma tag em uma publicação da mais nova febre internética, que não tem lá muitas restrições, como a maranhense ThaynaraOG, seja o bastante. Mas se a sua marca continuará colhendo frutos a longo prazo, só o tempo vai dizer. Afinal, com a mesma rapidez que uma nova moda da internet estoura, ela pode desaparecer. É um risco que se corre. Seguidores instantâneos e fervorosos podem desistir da sua marca da mesma forma que cansaram da última celebridade da web, caso ela pare de se reinventar (no caso de Thaynara, a divertida snapchatter também é esperta e já estuda a possibilidade de criar um canal no YouTube).

As redes sociais se multiplicam a cada dia. O foco não está mais no facebook ou nem mesmo no Instagram. É preciso abrir o leque, identificar onde está o seu público. Vale também se perguntar: “quem o meu público está seguindo?” É lá onde sua marca tem que estar, caminhando lado a lado com esses formadores de opinião. O caso de amor entre Jout Jout e Netflix é um ótimo exemplo de uma ação bem-sucedida.

Também já se foi o tempo de torcer o nariz para o Snapchat. Como esse post super bacana do you pix alertou, o Snapchat é a nova TV. De acordo com as estatísticas do Expanded Ramblings, o app possui 100 milhões de usuários ativos por dia – a maioria deles formada pelos millennials, claro!

Você não vai saber qual digital influencer combina mais com a sua marca se não souber por onde andam, o que fazem, qual sua rede “carro-chefe” e sua especialidade quando o assunto é conteúdo. Números ainda importam, é claro, mas não são mais prioridade.

Citando algumas influencers brasileiras, considerando apenas as áreas de moda e design, podemos dar alguns exemplos: se o seu público é mais alternativo e engajado em causas feministas e curte um “papo cabeça”, você pode pensar numa ação com as meninas do GWSmag (12,6k). Mas se o seu público ama pílulas diárias de inspirações, dicas de arte, lugares cool, decoração e tutoriais DIY, vale conhecer os perfis da carioca Vanessa Mello(18,3k) ou das irmãs catarinenses do divertido Tudo Orna (137k). Quer investir em blogueiras grandes? O Brasil tem de Camila Coutinho à Taciele Alcolea e, apesar de ambas terem mais de um milhão de seguidores no Instagram, elas não falam sempre para o mesmo público. Enquanto Camila é mais voltada para o mundo fashion e suas seguidoras são jovens mulheres, Taci (como é carinhosamente chamada por suas fãs) é mais teen — e mesmo marcando presença em todas as redes, seu principal meio de comunicação com suas seguidoras é um canal no YouTube.

Note que os números de seguidores das meninas acima são diferentes. Porém, isso não as faz menos ou mais influenciadoras. Uma ação pensada com criatividade e estratégia, com influencers que sejam ideais pra sua marca, pode ser muito bem-sucedida independente do número de seguidores.

Como disse Amber Venz Box, fundadora do pioneiro rewardStyle:

“Branding is the exercise. Engaging is the most important.”

Unindo forças

No vídeo em que conta sua trajetória até chegar na criação da inovadora ferramenta Like to Know it (que envia para o email de seguidoras os links dos produtos presentes numa foto que curtiram no Instagram) Amber Venz Box enfatiza que “monetizar conteúdo é sobreviver”. Essa foi a proposta que fez anos atrás, ao criar o rewardStyle, para blogueiras que tinham grande influência na escolha de consumo de suas leitoras, mas ganhavam apenas presentes e mimos das marcas que ajudavam a divulgar. No sistema implantado por Amber e sua equipe, todo mundo sai ganhando: influencers, marcas e o próprio site, que funciona como se fosse uma agência, intermediando o processo. A prática hoje se tornou comum no mundo inteiro, inclusive no Brasil.

De acordo com Amber, você não precisa mais estar em grandes metrópoles. Há conteúdo de qualidade sendo produzido e marcas incríveis marcando presença também em pequenas cidades. E com foco, estratégia e investimento, tanto criadores de conteúdo quanto marcas podem encontrar o seu lugar — e se encontrar no meio desse caminho. Afinal, a única coisa que se sabe até então é que, para sobreviver, marcas e influencers precisam se unir de forma criativa, mantendo a consistência, a qualidade e o amor naquilo que produzem.

Invista em um projeto inovador. Agregue valor, mas enxergue valor também. Respeite e trabalhe em equipe com um criador de conteúdo, ao invés de alimentar uma postura de superioridade. Seja aberto para o novo. Todo dia algo se transforma e cabe a sua marca ser ousada o bastante para sair da zona de desconforto e experimentar.

{Este post é produzido e compartilhado com *absolem}

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Fab labs e o futuro da indústria da moda por Elis Vasconcelos | Rio de Janeiro, 18.09.15

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Partindo do princípio de que qualquer pessoa pode inventar algo, o professor Niel Gershenfeld, do MIT, criou o Fab Lab, uma oficina repleta de equipamentos tecnológicos e aberta ao público cuja função é concretizar e trocar ideias. A ideia ganhou o mundo e hoje  já são mais de 490 no mundo, o Brasil possui aproximadamente dez.
Os Fab Labs unem dois conceitos essenciais e muito valorizados nos dias de hoje: colaboração e sustentabilidade. A ideia de colaboração está presente em diversas pontos da filosofia desses laboratórios, já que a filosofia é a de que a inovação só nasce com pessoas criativas em um ambiente descontraído e livre onde tudo tem que ser inventado pois nada está pronto. Para manter a liberdade, a maioria deles não têm fins lucrativos e quase sempre fazem parte de universidades e  são subsidiados por elas ou por alguma política do governo. E mesmo nos casos dos independentes, que precisam de renda financeira para se sustentar,  o modelo de negócios é baseado principalmente em parcerias e patrocínios de empresas. Assim, se uma empresa necessitar fazer o protótipo de alguma máquina, pode entrar em contato para que ela seja feita pela comunidade e vendida.
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Todo Fab Lab deve prezar pelo conhecimento aberto, ou seja, tudo que é criado fica disponível para a comunidade na internet. O espaço também tem que estar parte do tempo aberto ao público, para quem quiser conhecer suas possibilidades.
Além de colaborativos os laboratórios criativos de fabricação também estimulam um fazer sustentável,  indo contra a lógica da fabricação tradicional, que é baseada na produção em série, ou seja, tem um custo inicial muito grande e, para justificar o custo, tem que produzir milhares ou milhões de objetos iguais mesmo sem ter certeza de que todos os itens serão vendidos. A fabricação digital traz a possibilidade de personalização extrema: assim é possível criar objetos personalizados de acordo com a demanda. Assim, o risco de descarte é menor tanto pelo fabricante quanto pelo consumidor que, tendo suas necessidades atendidas de forma personalizada, tende a usar o produto por mais tempo e não querer descartá-lo a cada seis meses ou um ano.
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Na área de moda estão sendo criados os Fashion Labs, sob o mesmo princípio e visando desenvolver inovações em moda, varejo e tecnologia, criando um crescimento em inovação tecnológica, prosperidade econômica, sustentabilidade e criação de novos empregos e até mesmo novos cargos.
De acordo com  recentes relatórios de tendências, um dos grandes nichos emergentes de mercado é o das tecnologias vestíveis (wearable tech). Analistas preveem que a indústria de tecnologias vestíveis movimentará US$ 10 bilhões em 2016.  O setor da moda tem mantido seus processos de produção sem grandes mudanças nas últimas décadas e as tecnologias vestíveis prometem  campo vai dar origem a novas oportunidades de negócios e de inovação.
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Num Fashion Lab pode-se explorar o futuro dos têxteis, sem deixar de lado as ricas tradições do artesanato e misturando-as com as novas tecnologias. É possível criar dispositivos eletrônicos impressos sobre têxteis que tenham inúmeras utilidades tanto estéticas como médicas. Existe também a possibilidade de experimentar com uma vasta gama de fibras, fios e tecidos, incluindo os materiais tradicionais, como lã e algodão, bem como fibras de metal e fios, plásticos, papéis, fusíveis e resinas, além de explorar técnicas como feltragem, corte a laser, tricô, impressão digital, bordado e impressão digital.
Com todas as revoluções, é provável que daqui há alguns (poucos) anos um estudantes de moda, além de aprender sobre costura, modelagem e tecidos, tenha que sacar também de tecnologia e até de biologia. E aí, tá preparado?

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