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Nossos Influenciadores 2018 | Temporada de Calor | Ignez do Prado por | Rio de Janeiro, 13.01.17

Na semana passada, iniciamos a nossa série de posts dos Influenciadores do Verão 18 com a Luisa Mendes. Hoje, a gente te apresenta a designer de estampas Ignez do Prado. A Ignez trabalhou por um tempo no time da Kalimo, mas largou tudo pra viver um grande sonho. Como ela mesma diz: “algo que se vive ou se perde…” Junto com o namorado e cheia de planos, ela se mudou pra Austrália no ano passado. O bom de ser designer, é que se pode trabalhar de qualquer cantinho do mundo. De lá, ela toca seus freelas, através do seu próprio estúdio de estamparia, o Nextamp (ela também tem pintado uns vasinhos lindos). Recentemente, a Ignez criou uma conta no Instagram, o @Ausilians, onde dá pra sentir um pouquinho do clima da terrinha do Canguru. ;)

Um dos nossos temas da temporada é o Tropicamará, que fala sobre o potencial criativo e a efervescência cultural dos países atravessados pela linha do Trópico de Capricórnio. Em especial, das cidades do Rio, do Cabo e Sidney. Foi aí que a gente cruzou com a Ignez, que trouxe muitos insights bacanas pra gente sobre a Austrália. Estamos amando muito os artistas australianos da nova geração, com suas cores vibrantes e tropicalidade exuberante. De certa forma, há algo que une nós, brasileiros, a eles e aos nossos irmãos sul-africanos. O estilo de vida, o clima, a natureza, o borogodó…

image1Ignez do Prado

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O que e quem tem te influenciado aí na Austrália?

“Recém chegada, já tive a oportunidade de apreciar a arte da australiana Tamara Armstrong e me apaixonei pela série dela que se chama Bold Botanicals. No momento esta série está exposta em uma das lojinhas mais charmosas aqui da Gold Coast, a Dbar House, uma loja que pertence a um café/restaurante/bar que é delícia, o Dbar.”

15094282_1283058818413411_4024917951584061031_n14195396_1206876312698329_7247756673592664946_oA arte da Tamara Armtrong na concept store Dbar House

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“Outra artista/designer local aqui de Coolangatta, que me encantei muito pelo trabalho, é a Leah Bartholomew. Encontrei um painel e uns quadros dela em um cabeleireiro aqui da vizinhança o Maverick Hair & Art Space, que é voltado para Arte e Design.”

leah-tile-20151214132724-q75dx1920y-u1r1g0cPor aqui, a gente também é muuuito fã da Leah Bartholomew! <3maverick-hair-art-space2Maverick Hair & Art Space

 

“Em Byron Bay, uma das cidades que mais cresce e ferve, pude conhecer a banda de Sidney, The Beautiful Girls, além de, claro, ir pessoalmente na loja da Spell Byron Bay e viver a vibe incrível da cidade. Outras bandas australianas que conheci por aqui e curti: Ball Park Music e Hiatus Kaiyote.”

spell1O estilo boho-praiano da Spell é um verdadeiro sucesso!

Uma banda australiana de Soul? Sim! <3 É a Hiatus Kaiyote com sua sonoridade nada óbvia misturando Soul, Jazz e Funk de um jeito novo e surpreendente!

A Surf Music da banda Beautiful Girls

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“O lema aqui é No Worries, as duas palavras mais usadas pelos Australianos que esbanjam simpatia, educação, tranquilidade e felicidade. Em um país onde o esporte é atividade mais do que regular…É como beber água!”

noworries

.“Pra forrar o estômago, muitas feirinhas gastronômicas. Uma que gostei bastante é a Miami Marketta que é um mix de comida boa, gente estilosa e música. Esqueça preços horripilantes, aqui, a maioria das coisas é de graça.”

miami-markettaMiami Marketta

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.“A Austrália valoriza a cultura da troca e a do “no waste”. Existem dois dias na semana nos quais as pessoas colocam os móveis que não querem mais para fora de suas casas. Se você se interessar é só pegar, colocar no carro e levar pra casa que ele será seu. Caso ninguém se interessar, depois de algumas semanas o governo australiano se encarrega de tirar o móvel e levar para um depósito, o Recycle Centre, onde vendem a preços simbólicos. Outro lugar bacana para mobiliar sua casa e garimpar coisas usadas e com qualidade é o leilão de móveis, Loyds. É um galpão também com um monte de coisas desde barcos, carros antigos, motos, a móveis, utensílios de cozinha e eletrodomésticos. Lá você escolhe o que te interessou e todo domingo tem um leilão ao vivo na internet onde você participa, faz seu bid e leva (ou não) sua aposta. Além de ser uma proposta de mercado mais justa, é superdivertido!

A cultura de valorizar as coisas locais aqui já é 100% realidade e é levada super a sério, quando você vai procurar emprego, por exemplo, uma das primeiras coisas que te perguntam é: are you a local?. Isso quer dizer que eles estão querendo saber se você mora perto do seu local de trabalho. Sem contar a fauna e a flora, as praias, os campos, montanhas… Há pouco foi época de migração das baleias. Todos os dias podíamos ver as baleias pertinho da costa, dando seus saltos e brincando pelo caminho. Tem os golfinhos, também, que, literalmente, surfam as ondas junto com os surfistas.”

imagem1Surf em Coolangata, na Goldcoast australiana. Foto do @Ausilians.

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Deu vontade de fazer as malas e ir hoje mesmo pra Austrália? A gente também! <3

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Bureau + aLagarta: um papo com Larissa Arantes por | Rio de Janeiro, 11.01.17

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Pra aLagarta, sempre foi uma alegria descobrir e compartilhar o trabalho de novos artistas. E ultimamente, tenho gostado bastante de contar essas histórias além das edições, explorando o espaço do blog também. Ler e entender o processo criativo dos artistas que nos cativam é sempre uma viagem particular muito inspiradora. Quem gosta de ouvir histórias, se deixa viajar e responde muitas perguntas internas sobre como funciona a cabeça criativa daquele indivíduo. Eu, pessoalmente, adoro! :)

Hoje, abrimos espaço para a arte de Larissa Arantes. Lari entrou em contato com a gente pra mostrar seu trabalho, tão multifacetado e rico quanto suas experiências. Antes mesmo de nossa conversa, percebi que em suas criações há uma forte influência da década de 70, uma brasilidade natural, descompromissada, e muita feminilidade, mas sem clichês. Toda essa mistura me deixou curiosa pra bater um papo com a artista, que divido a seguir com vocês:

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Oi, Lari! Conte pra gente um pouco sobre você.
“Sou designer formada pela ESDI/UERJ com quase 10 anos de experiência em agências e escritórios de design. Sempre tentei incluir minhas ilustrações nos trabalhos de design gráfico, mas mesmo assim, minha expressão pessoal acabou ficando em segundo plano durante estes anos. Em 2016, com a saída de um emprego, decidi me dedicar aos meus projetos pessoais como ilustradora, resgatando antigas paixões. Tenho um traço mais feminino e uma inclinação para os detalhes. Gosto de buscar referências que instiguem o olhar, que explorem o universo feminino para além do senso comum. Me interessa a mistura do delicado com elementos surrealistas, distorções de escala e de significados.”

Quando você se descobriu artista?
“Desenhar sempre foi minha brincadeira favorita desde muito nova. Criava histórias em quadrinhos, bonecas de papel, personagens, desenhava roupas… Quando criança, queria ser estilista. Na adolescência, passei pela fase mangá, com influência dos traços japoneses nos meus desenhos. Depois, com o tempo, o interesse foi canalizado para outras áreas. Cheguei a cursar a faculdade de pintura da Escola de Belas Artes da UFRJ por um breve período, mas larguei para fazer o curso de Desenho Industrial da UERJ, onde me formei em 2007. O curso de design abriu completamente a minha percepção de mundo e de possibilidades de atuação como ilustradora.”

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Você trabalha com diferentes técnicas, como gravura, bordado, e até produz carimbos. Conta um pouco sobre cada uma delas. Existe alguma que você mais curte?
“Gosto muito do caráter artesanal que estas técnicas têm em comum. A gravura impressa em serigrafia exige um planejamento da ilustração que funcione em poucas cores, devido ao processo de impressão. É interessante perceber que essa característica não necessariamente limita o resultado, pelo contrário; é uma técnica que possibilita uma ilustração mais gráfica e até mais pregnante. O bordado, por sua vez, foi um resgate que fiz de aprendizados que tive com minha avó. Ela me ensinou os pontos básicos no início da minha adolescência, e esse conhecimento ficou adormecido em mim durante alguns anos.

Recentemente comecei a me sentir desconfortável com o excesso dos aparelhos eletrônicos na minha vida, o que era impossível de evitar trabalhando como designer num escritório. Daí nasceu a vontade de praticar mais atividades manuais, o que me dava um respiro de alívio. Comecei então a desenvolver os quadrinhos bordados.

Já o carimbo foi uma solução simples, barata e simpática para identificar as embalagens dos produtos da minha marca. Não tenho uma técnica preferida para me expressar. Gosto de explorar as possibilidades de diversos materiais e superfícies.”

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Conta um pouco sobre o seu processo criativo. Tem algum ritual específico?
“Música é fundamental pro meu trabalho. Estou quase sempre ouvindo alguma coisa enquanto desenho, pois me inspira e me dá o ritmo do processo. Prefiro começar uma ilustração à mão e, dependendo do caso, digitalizá-la só depois, durante a colorização e finalização do desenho. No bordado acontece o oposto: como a construção do ponto cruz é bem parecida com a dos pixels, faço o planejamento do desenho numa grid no computador, e uso esta malha como base para começar a bordar. Só trabalho com o sol! Sou uma pessoa muito diurna, que gosta de acordar cedo para aproveitar ao máximo o dia. A criação à noite é um processo muito difícil e penoso pra mim.”

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Você é daquelas que anda com caderninho pra anotar ideias e não correr o risco de esquecer?
“Sempre tenho uns papéis soltos ao meu redor cheios dessas anotações. As ideias surgem nos momentos mais diversos, mas quando elas são boas mesmo, não preciso nem anotar. Elas ficam martelando na minha cabeça e não sossego até executá-las.”

Quais artistas te inspiram?
“Muitos, não necessariamente artistas visuais. Como falei, a música está sempre presente nos meus processos, e alguns estilos acabam me influenciando mais. Tenho paixão pela produção brasileira da década de 70: o rock da Rita Lee, a poesia de Macalé, o samba do Nelson Cavaquinho, a voz da Gal. Adoro os quadrinhos do Guido Crepax e do Jean Giraud. O Crepax me impressiona pela complexidade do traço em preto e branco, pela linguagem cinematográfica dos quadrinhos e pela quantidade absurda de referências culturais que ele incluía nas histórias da Valentina, minha personagem favorita de todos os tempos. Já o Jean Giraud, ou Moebius, me encanta pelos cenários incríveis com criaturas vindas dos sonhos mais loucos… E eu amo esse aspecto visionário do trabalho dele. Na área de ilustração, os artistas que tenho acompanhado mais são o Daehyun Kim e a Wishcandy.”

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E quais são os planos futuros?
“Pretendo participar de feiras para tentar me aproximar do público consumidor de artes visuais. Em paralelo, mantenho uma loja virtual com alguns produtos ilustrados por mim que estão à venda.”

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Fique por dentro das novidades da Lari seguindo a artista em seu perfil no Instagram.

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{Este post é produzido e compartilhado com *aLagarta}

*A aLagarta é a primeira emag feminina independente e colaborativa do Brasil. Uma eterna mutante, tem vida própria e vira borboleta toda vez que lança uma nova edição.

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Trendwalk com O Boticário por | Rio de Janeiro, 10.01.17

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No final de dezembro, recebemos o time de inovação d’O Boticário aqui, na Cidade Maravilhosa, pra uma Tredwalk. Jutinho delas, batemos muita perna por aí, com direito a visitas à MALHA e ao Coletivo Carandaí 25, além de uma tarde cheia de sol e insights desvendando os segredos de Ipanema. Com a metodologia do Bureau e a expertise de coolhunting do RIOetc, mapeamos e observamos alguns públicos-chave e interagimos muito com eles. O time levou pra casa um monte de insights bacanas de inovação que, muito em breve, você vai ver nas prateleiras e campanhas d’O Boticário Brasil afora.

Cariocas de nascença ou de adoção inspiram…Sempre! ;)

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Nossa versão de “Abbey Road” com direito a photobombing ali no fundo! haha

Fotos do Victor Ronccally

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Tá precisando se aproximar do seu público e encontrar insights pra inovação? Liga pra cá, que a gente monta uma vivência sob medida pra você: (21) 2552 – 2254 / 2553 – 0551 ou contato@renataabranchs.com.br ;)

Sente só alguns feedbacks:

“Estou mais rycaaaaa!”
“Agora, temos os “comos”.”
“Conheci o Rio com outros olhos.”
“Apaixonada pelo que faço.”

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