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Festa Literária Internacional de Paraty |
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A nossa querida Kombi aportou na Festa Literária Internacional de Paraty. Como ela já está velhinha, providenciaram uma cegonha para levá-la até lá. Não esqueçam que ela só percorre pequenas distâncias e as grandes viagens são da nossa imaginação. Dessa vez, embarcamos com a Cantão e a sua campanha "Eu amo ler", que está dando o que falar, ou melhor, o que ler! Ainda tivemos como companheira de viagem a Secretária de Turismo de Paraty que nos acolheu no centro histórico da cidade, em frente ao restaurante da Margarida, onde receberemos doações de livros para a campanha da Cantão. No sábado, a partir das 13h, teremos a companhia dos escritores Alexandre Fraga ("Canibal de Copacabana"), Fernando Molica ("O ponto da partida", entre outros), Marcelo Moutinho ("Prosas carioca", entre outros) e Sérgio Rodrigues ("O homem que matou o escritor", entre outros). Eles vão conversar com os leitores e debater o Rio como fonte de inspiração, cenário e estilo. Esperamos vocês!
Clique aqui para ver a nota que saiu no jornal O Globo de hoje sobre essa nossa viagem.
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Sessão antiguinhos |
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Esse tempo friozinho que abateu o Rio nos últimos dias, com direito a temperaturas gaúhas e garoa paulista, tem me feito querer ficar mais em casa, entocada, aproveitando meu sofá fofinho e minha pantufa quentinha.
Pensei então em fazer uma lista de filmes pra ver de noite e no final de semana. Não os blockbusters recém lançados nas locadoras, mas aqueles filmes velhinhos mesmo, eternos e amados por anos e anos. Daqueles que quando acaba você continua olhando as letrinhas dos créditos subir a tela e desejando - silenciosamente - que tenha mais alguma cena, mais algum take, mais alguns segundos...
Abri uma enquete aqui no Bureau para angariar sugestões para minha lista. "Qual o filme que você amou e veria um milhões de vezes?".
A Renata logo disse "O fabuloso destino de Amélie Poulain", que também é um dos preferidos da Jaque, junto com "Peixe Grande". A Mari sugeriu "Brilho eterno de uma mente sem lembranças", além do clássico "E.T.".
Já a Carol gosta de "Harold&Maude" e "A festa de Babette". E eu, que também tenho meus preferidos, adicionei à lista dois que já vi dezenas de vezes, e veria mais centenas: "Antes do amanhecer" e sua continuação, "Antes do pôr-do-sol".
Agora é passar na locadora, preparar o saco de pipoca, pantufas a postos e curtir!
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Mulheres reais |
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Na contagem regressiva para o fim da exposição "Mulheres reais – modas e modos no Rio de Dom João VI", que acaba no dia 6 de julho, corri na Casa França-Brasil para conferir quais surpresas me reservava. Trabalhar como jornalista freenlancer possibilita esses momentos de diversão gratuita em plena segunda-feira. Já disse aqui uma vez e repito: os melhores programas do Rio não custam nem um centavo, só o prazer de sair de casa e ver coisas bonitas. Mas, vamos falar da exposição.
É uma viagem no tempo, há exatamente 200 anos, quando a Corte Portuguesa aportou na Cidade Maravilhosa fugindo de Napoleão Bonaparte que acabara de invadir Portugal. Essa história é contada através dos trajes de grandes mulheres desse período como D. Maria, a Louca, D. Carlota Joaquina e D. Leopoldina, "As Mulheres da Realeza". Aquelas que já habitavam a nova sede do Império são "As mulheres da realidade", e se confundem entre brancas e negras. As primeiras imitavam as européias, pecando pelo exagero, e as escravas conseguiam imprimir sua identidade cultural nas poucas vestimentas que lhes davam.
Parte das roupas são reproduções inspiradas em pinturas do período, como de Jean-Baptiste Debret, um dos integrantes da Missão Artística Francesa. As peças originais estão em uma enorme caixa de vidro e foram emprestadas pelo Museu Nacional do Traje de Lisboa, Museo del Traje de Madri e Wien Museum/ Mode Depot de Viena. Impressionante o trabalho delicado de cada item. As modistas e bordadeiras daquela época eram verdadeiras artistas. As roupas e os acessórios são divinos.
Por fim, "O passado no presente", com releituras de grandes nomes da moda atual das roupas daquela época. A instalação é uma sala de desfile, onde as roupas expostas são a platéia e o visitante faz a vez de modelo, desfilando entre as criações até um espelho. Fiquei parada olhando para o espelho e pensando o que ele significava. Conclui que sou resultado de todas essas transições e transformações vividas nos últimos 200 anos. Uma maneira poética de mostrar que somos fruto e parte dessa história.
Mais bacana ainda é ir conferir a exposição enquanto há tempo. Não se esqueça de pegar o Almanaque na entrada, ele contem informações e curiosidades preciosas sobre a moda e os seus significados no Rio de Dom João VI. E ainda pode ser uma bela fonte de pesquisa. Aproveite!
Bjos Mari Hansen
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Alô, alô! |
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Queridos amigos blogueiros,
Já tô pra escrever este post pra vcs há algum tempo, mas hoje, depois de me ver mergulhada num mar de e-mails recebidos sem dar conta de respondê-los, preciso pedir desculpas em rede mundial!!!!
Agora entendo bem os ditados "ajoelhou tem que rezar" e "tá na chuva, é pra se molhar"!
Pois é, gente. Desde que comecei a brincar de blogueira, o Bureau de Estilo ganhou alcance estratosférico e eu, uma imensa alegria pela grande realização e, de quebra, uma angústia por não conseguir responder à chuva de e-mails amigos, fofos e impagáveis que recebo todos os dias.
Recebo excelentes currículos que pouco consigo encaminhar ou aproveitar; são empresas pedindo bons fornecedores, o que seria um grande prazer indicar; convites pros lançamentos mais legais que quando vi, já passaram e assim vai!
Escolho despachar os e-mails pela urgência ou facilidade da resposta, mas em meio a palestras, consultorias e minhas 8 horas vitais de sono, acabo não conseguindo responder nem à metade! Me desculpem, de coração!!!
Sugiro então que vcs comentem mais aqui no blog. Perguntem e respondam nos posts, assim pode rolar uma espécie de chat onde todos interagem e se ajudam, né?! Pensei nisso! Se alguém tiver uma outra idéia, me fala!
Conto com vcs, sempre!!!
Bjkas,
Renata Abranchs
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Arte para refletir |
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O centenário da imigração japonesa e as Olimpíadas sediadas a partir de 8 de agosto na capital chinesa fazem de 2008 um ano com atmosfera indiscutivelmente oriental. No entanto, é improvável que deixemos de receber as influências que vêm daquele lado do planeta pelos próximos anos. Pesquisas de diferentes consultorias revelam que a China já é o segundo maior mercado de luxo do planeta, atrás somente do Japão – situação que, aliás, deve mudar por volta de 2015, quando os chineses chegarão ao topo.
Não à toa, mangás, toy-art e lenços palestinos tornaram-se febres: demonstram o fascínio que o Oriente pode gerar. Por isso, vale a pena ficar atento às múltiplas inspirações e treinar o olho para reconhecer como pode ser estabelecido o diálogo entre aquelas e a nossa cultura sem cair nos estereótipos.
Nesses países com regiões de grandes concentrações demográficas, é curioso encontrar diversos artistas retratando justamente a experiência do vazio ou do esvaziamento. Como se, apesar das várias tecnologias criadas para permitir a comunicação, não conseguíssemos sair dos nossos silêncios. E, no meio do caos contemporâneo, fôssemos nos tornando cegos ou até mesmo inexistentes.
No Japão, as várias "Janelas" pintadas por Katsunori Hamanishi nos últimos anos, por exemplo, revelam uma série de paisagens esvaziadas e silenciosas. E a mesma sensação temos ao contemplar as obras mais atuais de Riohey Tanaka. Já da China vêm os cenários de Zhong Biao, apontando com contundência para o que está vazio e ausente. Assim como são ausentes os olhos das figuras representadas por Ye Xin. Como se olhassem sem poder ver. E sem poder revelar. Dão o que pensar.
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24o Encontro do Bureau de Estilo |
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