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BUREAU + FÊ CORTEZ: Lixo no Céu | 5.2 Milhões de toneladas de lixo por ano por Fernanda Cortez - Menos Um Lixo | Rio de Janeiro, 14.09.17

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Na missão do #Menos1LixonaEstrada, a Fe Cortez fez o possível para evitar gerar lixo nos aeroportos e nos aviões. Levou o kit de viagem lixo zero, que inclui: marmita, garrafa térmica, copinho, talheres e canudinho reutilizáveis. Mais: caprichou nas receitas para as marmitas que a Alana Rox, do Diário de uma Vegana, publicou lá no stories do instagram do Menos 1 Lixo (em breve, vamos publicar o video completo e receitas no site – fiquem ligados!)

Mas o vôo entre São Paulo e Doha era muito, mas muito longo. Tão longo que acabou a comida da marmita e a Fe teve que fazer uma refeição de avião. Foi aí que puxou papo com uma das comissárias sobre o destino do lixo, e a resposta foi a seguinte: não existe separação de lixo, vai tudo para o mesmo lugar “porque não tem espaço para separar”.

Isso nos motivou a pesquisar sobre o assunto. E não é que a afirmação da comissária parece ser verdade para a maioria das companhias aéreas?

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O artigo “A rídicula história da comida do avião e porque tanto lixo vai parar nos aterros”, publicado pelo The Guardian no dia 1 de abril de 2017 aponta um número alarmante de 2016: 5.2 milhões de toneladas de lixo  foram geradas nas aeronaves.

E para onde foram? Aterros ou em locais para incineração. Esses dados são da International Air Transport Association (IATA), e a previsão é que o número dobre nos próximos 15 anos. Estão incluídos nesta soma o papel higiênico dos banheiros, as garrafas em miniatura de vinho da primeira classe, as sobras das marmitas, as marmitas que não são abertas e as escovas de dentes que ninguém usou – entre outras pequenas embalagens e pequenos itens típicos de viagem de avião.

As refeições nos aviões são a maior fonte geradora de lixo. Algumas companhias aéreas empreenderam esforços para a separação e destino do lixo gerado em suas aeronaves, como a TAM e a Alaskan Airlines, por exemplo.

Em outras pontas de responsabilidade com o lixo: temos a Iberia, que trabalha em um programa de experimentação para reduzir as embalagens; e a United Airlines, que adotou copos compostáveis de papel no ano passado, e a prática de doar os kits com itens de higiene, não utilizados, para pessoas em situação de risco social. Outra iniciativa bacana é da Quantas, que utiliza um envelope que, normalmente, seria empregado para receber doações para a caridade, para embalar os fones de ouvidos que são entregues durante o vôo.

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Agora, falando sobre os fones de ouvido, que acabam tendo a vida de útil de apenas 1 vôo, a única iniciativa de reciclagem que tivemos conhecimento foi a da Virgin: que recicla todas as partes dos fones de ouvido (inclusive a espuminha, que tem como destino o chão que pavimenta centros equestres).

O foco dos programas, além de maneiras de pensar em como reduzir as embalagens e destinar o lixo, também explora o emprego de talheres reutilizáveis e o uso de informações sobre os passageiros. Por exemplo: saber antecipadamente a preferência da refeição de um passageiro significa reduzir a quantidade de refeições desperdiçadas em um determinado vôo.

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Mesmo assim, por mais que as companhias aéreas ensaiem uma movimentação que está longe de ser o suficiente para reverter as projeções, ainda existe um longo caminho para percorrer.

Reverter esse quadro, como sempre, depende muito de nós e do poder do nosso bolso. Para não contribuir com esses números absurdos de geração de lixo dentro das aeronaves, que tal buscar conhecimento sobre a postura das empresas áreas que escolhemos? Que tal cobrar ações e resultados? E a regra dos Rs vale para quem viaja no céu também: antes de aceitar o fone de ouvido ou aquela bandeja de comida que você não está muito a fim, que tal repensar, reduzir, recusar?

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Bureau + Insecta <3 NA.LOO por Insecta Shoes | Rio de Janeiro, 13.09.17

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A moda carioca está passando por uma onda de renovação e a NA.LOO é uma representante dessa nova era. Agora, a inspiração é muito mais urbana do que praiana, e nesse clima as estampas tropicais super coloridas dão espaço a uma estética minimalista, com cores neutras, sólidas e, como a NA.LOO autointitula as suas peças, “(quase) monocromáticas”.

A marca surgiu com a proposta de trabalhar esse minimalismo tropical, ou estilo minimal carioca. Do concreto cinza da cidade saem as ideias de formas retas e precisas, recortes geométricos e contornos arquitetônicos. Porém, ao mesmo tempo que a marca valoriza essa proposta urbana, faz uma ponte entre natureza e cidade em um mesmo cenário. Afinal, é assim o Rio de Janeiro, né? Da praia pro asfalto, com frescor e conforto sempre.

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Além das peças como vestidos, macacões, blusinhas e saias, entre outras, sempre com caimento leve e descontraído e muita pele a mostra, a marca também já experimentou trabalhar com acessórios. Na mesma pegada minimal estruturada, as joias com visual moderninho foram feitas com detalhes emborrachados, metais e resinas.

A produção ética e o consumo consciente também são valores da marca. A NA.LOO se apoia no movimento #compredequemfaz, que valoriza marcas menores e fortalece a produção local. O preço justo e as condições dignas de trabalho para todos os envolvidos estão no DNA da marca e acompanham todas as peças, desde quando são idealizadas.

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Pra ficar por dentro e conhecer melhor o estilo minimal carioca da NA.LOO é só dar um pulo aqui, ó:

https://www.usenaloo.com/

https://www.facebook.com/usenaloo

https://www.instagram.com/usenaloo/

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{Este post é produzido e compartilhado com a Insecta Shoes pelo movimento #FeitoNoBrasil

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3 coisas que você precisa saber essa semana por Marina Giustino | Rio de Janeiro, 05.09.17

1 – Como é ser imigrante e negro no Brasil:

Dizem por aí que o brasileiro é o povo mais receptivo do mundo. Pois é, dizem… Mas na realidade não é bem assim. O Brasil é um país maciçamente formado por imigrantes dos quatro cantos do mundo, mas tem se revelado extremamente preconceituoso com aqueles que estão desembarcando por aqui recentemente. Será que esquecemos das nossas origens, dos nossos antepassados? O Quebrando o Tabu fez um vídeo muito bacana, dando voz a imigrantes angolanos que vivem no Brasil. Aqui, você pode entender um pouco melhor o que se passa na pele deles e as dificuldades que enfrentam no dia a dia sendo imigrantes e negros.

“Todo ser humano, uma vez na vida, deveria experimentar ser estrangeiro. Você aprende, realmente, o que é que a vida significa.”

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2 – Peraí, dá pra imprimir Gif? Dá sim:

Já pensou em imprimir fotos “vivas? Pois é! Já existe uma câmera que faz isso, combinando Instagram, Polaroid e Gif animado. A Instagif NextStep, uma invenção de Abhishek Singh, permite capturar e eternizar momentos únicos em movimento. É possível imprimi-los na hora! O mais legal é que o processo de construção da câmera foi todo documentado online por seu criador, onde ele também disponibilizou todos os arquivos de design e códigos pra que você mesm@ possa montar a sua câmera, caso tenha habilidade pra isso. No nosso caso, o jeito é esperar o lançamento no mercado mesmo. ;)

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3 – Essa marca de “sabonetes”:

Marcas de sabonete? Existem várias por aí… Mas não como essa! “Sabonetes” entre aspas, porque é muito mais que isso. São objetos de design. A marca francesa Seem Soap é um estúdio criativo que dá nova cara a objetos cotidianos que muitas vezes parecem banais, desenvolvendo-os de maneira única e extraordinária, com design pra lá de bacanudo. Os sabonetes naturais prismáticos são um belo exemplo. Parecem pedras preciosas. Dá até pena de usar… Mas a ideia é que ao derreter, conforme forem sendo usados, eles possam tomar nova forma, sendo naturalmente esculpidos pela mão de quem usa. Não é demais?! Já falamos por aqui desse movimento de marcas da nova era que já nascem proprietárias, especialistas em um fazer nichado. Lembra da marca de toucas de banho? 

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